O vice-governador de Alagoas, Thomaz Nonô (Democratas), deixou clara qual será a posição de seu partido em um possível segundo turno. A agremiação apoiará o candidato da base do governo do Estado de Alagoas que passar para a segunda etapa, caso esta exista, já que há uma expectativa de que a eleição se encerre na primeira etapa, diante das mais recentes pesquisas.
Nonô colocou sua posição em seu micro-blog. Isto já mostra uma tendência de união entre os partidos que formam a base da administração estadual em torno de uma única candidatura. As siglas que dão sustentação a administração de Teotonio Vilela Filho (PSDB) - PPS, Democratas e os próprios tucanos - partiram de forma separada para o pleito com Nadja Baia (PPS), Jeferson Morais (Democratas) e Rui Palmeira (PSDB).
Pelos números de pesquisas, Palmeira está em situação bem mais confortável. Jeferson Morais ocupa a terceira posição e Nadja Baia está entre os lanterninhas. O tucano Rui Palmeira se mostrou feliz com a declaração de Nonô. Em entrevista a este blogueiro, disse que tem fé e confiança na vitória “independente se no primeiro ou no segundo turno”.
Rui Palmeira destacou que a ordem na campanha é intensificar a presença na rua, garantindo o indicativo das pesquisas. “Mas, em um eventual segundo turno me alegra saber que já podemos contar com apoios importantes”, salientou. A união da base governista do Estado em torno de uma candidatura é até previsível.
O presidente estadual do PPS, Régis Cavalcante - entretanto - é mais cauteloso. Ele coloca que a declaração de Nonô é precipitada. “A pergunta que eu faço é: e se dois candidatos da base governista chegarem ao segundo turno?”. Régis Cavalcante defende a teoria de que Nadja Baia - apesar das colocações nas pesquisas - possui chances de estar em um segundo momento da eleição. “Neste caso, surge uma nova eleição e o PPS vai buscar apoio dos partidos com os quais dialoga, respeitando os posicionamentos regionais”, colocou ainda.
Indagado sobre as pesquisas, Cavalcante diz que não vem acompanhando as que são divulgadas e que não tem este termômetro dentro do partido por ser um instrumento caro. Porém, ressalta que sua candidata tem condições de surpreender.
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