Aplicações de células a combustível e o uso energético do hidrogênio, visando ao aumento da eficiência energética de sistemas de geração de energia elétrica e térmica e à mitigação dos impactos ambientais originados pelo uso de combustíveis fósseis, estarão no centro dos debates do 6º Workshop Internacional sobre Hidrogênio e Células a Combustível (WICaC), que acontece na Unicamp, desta quarta-feira (3) a 5 de outubro.

Idealizado pelo Centro Nacional de Referência em Energia do Hidrogênio (CENEH) e Laboratório de Hidrogênio da Unicamp, o evento traz apresentações sobre a pesquisa, o desenvolvimento e os aspectos tecnológicos e econômicos das células a combustível e do hidrogênio para fins energéticos. Além de divulgar as últimas tendências para o setor, a conferência espera contribuir para o esclarecimento público dos benefícios relacionados a essas tecnologias, destacando a interação com as fontes renováveis de energia e algumas das principais aplicações economicamente viáveis das células a combustível e hidrogênio, tais como as empilhadeiras para manipulação de materiais, os sistemas de backups em torres de telecomunicações, além de projetos de grande porte (da ordem de megawatts) envolvendo a geração de eletricidade e calor.

Neste ano, a conferência comemora dez anos de existência, sempre com o apoio institucional do Ministério de Ciência e Tecnologia e da Capes, e de empresas como Itaipu Binacional e CEMIG. Dentre os especialistas internacionais, estarão presentes o Vice Presidente da empresa canadense Ballard, Christopher Guzy, que fará uma exposição sobre e os programas de ônibus a hidrogênio da empresa no mundo, e o Diretor da Organização Alemã para o Hidrogênio (NOW GmbH), Klaus Bonhoff, que fará apresentações sobre os programas e políticas do hidrogênio e células a combustível na Alemanha e sobre a inserção das células a combustível no mercado.

“Não tenho mais dúvidas de que o hidrogênio já está sendo integrado à matriz energética mundial, pois várias aplicações, de quilowatts a megawatts, têm se demonstrado viáveis técnica e economicamente. Do ponto de vista de segurança, quase um tabu quando se trata do hidrogênio, posso afirmar, por exemplo, que os veículos a hidrogênio são tão seguros quanto os que utilizam gás natural comprimido. O Brasil está entre os quatro países que mais utilizam esse combustível veicular, com uma frota de 1,7 milhão de veículos, e cerca de 3% da energia utilizada em transporte no país é proveniente desse combustível. Então, pode-se aproveitar a similaridade no uso desses dois combustíveis gasosos para levantar definitivamente as barreiras contra o uso do hidrogênio energético”, completa Newton Pimenta, Secretário Executivo do CENEH e Chairman do WICaC 2012.

Serão três dias de conferências, com exposição de 20 trabalhos científicos e um dia dedicado a realização de três minicursos, sobre questões relacionadas à segurança do hidrogênio, pesquisa e desenvolvimento de células a combustível e o uso do hidrogênio em associação com as energias renováveis.

Alunos de pós-graduação de diversas áreas do conhecimento (ciências exatas, tecnológicas, biológicas, engenharias e arquitetura e urbanismo) podem participar, com taxas de inscrição reduzidas ou com completa isenção, do maior evento dessa natureza que ocorre na América do Sul.