Atualizado às 17h28.
Por decisão do presidente do Tribunal de Justiça (TJ), Sebastião Costa Filho, a decisão sobre a falência de empresas do Grupo João Lyra foi derrubada. Amanhã, a determinação será publicada no Diário Eletrônico da Justiça.
Na semana passada, o juiz Marcelo Tadeu, desembargador substituto da 3ª Câmara Cível do TJ, decretou a falência da usinas Laginha, Guaxuma e Uruba (em Alagoas), Triálcool e Vale do Paranaíba (em Minas Gerais), LUG Táxi Aéreo e da concessionária de veículos Mapel. As empresas de comunicação não serão afetadas pela decisão.
Em entrevista coletiva, na tarde desta segunda-feira (01), o advogado do Grupo, Augusto Galvão, explicou que entrou com um pedido de suspeição do juiz Marcelo Tadeu. "Ele (Tadeu) é inimigo capital do João Lyra e não poderia julgar o caso", afirmou.
Galvão colocou ainda que por conta da animosidade existente da parte do magistrado ele não seria capaz de ser imparcial no julgamento. "Marcelo Tadeu foi infeliz no julgamento. Quem vai decidir é o pleno do TJ e com certeza vai reconhecer que o magistrado (Tadeu) é suspeito de julgar qualquer ação que venha do empresário João Lyra. Isso é caso de suspensão e esperamos isso do Tribunal", frisou o advogado.
Responsável pelos empregos de mais 60 mil famílias, a falência da Laginha “traria uma conseqüência nefasta para o estado de Alagoas”, afirmou o advogado.
Quanto às dívidas do grupo elas continuam sendo pagas normalmente. O boato da falência deu mais força aos trabalhadores. Como exemplo disso a usina de Minas Gerais moeu nesta semana 8.700 toneladas.
O plano de recuperação está em vigor desde 2008 e já foram pagos milhões aos credores. “O patrimônio do empresário é muito maior do que as dívidas, que estão em torno de R$ 1,2 milhão. “Nós preservamos todos os empregos e depois do ‘inverno’ as usinas todas estarão em plena moagem na próxima semana. Estamos fazendo o dever de casa”, reforçou Galvão.
