Por quase duas horas, alunos do Colégio Motivo sabatinaram, na manhã desta terça-feira (28), os candidatos a prefeito de Maceió, Ronaldo Lessa (PDT) e Alexandre Fleming (Psol). Além dos temas habituais sobre segurança pública, assistência social, educação e saúde, a ‘Máfia do Lixo’ foi objeto de troca de farpas entre os candidatos.

Especialmente nesta campanha em Maceió, o regime de escola em tempo integral é um discurso defendido por todos os candidatos e, na sabatina de hoje, não foi diferente. Para Ronaldo Lessa, a realidade da cidade de Maceió é outra em diversos aspectos, no entanto, ainda é necessário o fortalecimento de políticas públicas.

“Na época em que era governador, mais que dobrei o número de vagas nas escolas em todo estado. E agora, como prefeito de Maceió, não será diferente. Precisamos construir caminhos para tirar essa meninada das ruas. Só fiz complexos educacionais de qualidade em diversos municípios”, colocou.

Fleming também defendeu a proposta e disse conhecer as vantagens de um ensino com esse direcionamento. “Os alunos do Motivo são educados em regime integral e os resultados são satisfatórios. Logo que chegarmos à prefeitura de Maceió, vamos criar emergencialmente uma escola nesse regime. A realidade vai, finalmente, mudar”, prometeu.

Após a pergunta de um dos alunos, a sabatina teve sue momento mais tenso quando o candidato do Psol lembrou, indiretamente, que Ronaldo Lessa recebe apoio do ‘prefeito, Cícero Almeida que é suspeito de ser o responsável pela Máfia do Lixo’.

“Ronaldo você sabe muito bem que o prefeito Almeida é acusado de integrar essa máfia. Milhões de reais são questionados na Justiça. Cícero foi denunciado pelo Ministério Público de Alagoas pela participação e teve até seus bens bloqueados. Você lembra? Não sou eu que recebe apoio dessas pessoas e até do senador Fernando Collor”, expôs.

Rapidamente, Lessa rebateu Fleming e informou conhecer a denúncia da Máfia do Lixo, mas que o prefeito dará as satisfações necessárias à Justiça. O pedetista não quis polemizar e deu por encerrado o assunto.

A segurança pública foi comentada por Lessa e Fleming. O ex-governador lembrou que quando foi chefe do Executivo muito foi realizado no combate à violência e que nos últimos anos o governador Teotônio Vilela Filho (PSDB) deixou inúmeras lacunas. “Temos mais de 900 homens na Guarda Municipal que podem trabalhar no combate ao crime. Precisamos mudar essa realidade. Não é função da prefeitura, mas vamos levantar essa bandeira. Maceió não pode ser refém dessa bandidagem”, pontuou Lessa.

 

 

 

 

 

Fleming, por sua vez, lembrou que nos últimos 20 anos o discurso da mudança é o mesmo e os interesses dos prefeitos não representaram as reais necessidades da população maceioense. “São décadas de atraso. Por onde passamos é visível o descaso da prefeitura com os cidadãos. Os problemas são reais e é necessária uma intensa participação da população nas discussões sociais. O ‘Eu’ não deve prevalecer. As sete subprefeituras serão importantes nessa construção. A participação de todos trará, sem dúvida, uma cidade melhor”, assegurou.

Ao final da sabatina, Lessa pediu que cada aluno fosse um cabo eleitoral dele nas ruas e prometeu superar Almeida na administração. O pedetista declarou ser ‘o velho’ com novas propostas’ e que, por não se abaixar aos desejos da elite, sua campanha vem sofrendo sucessivas derrotas.

Em seguida, Fleming lembrou que o discurso da polarização entre dois candidatos – Lessa e Rui Palmeira – só traz prejuízo para Maceió. Ele pontuou, mais uma vez indiretamente, que Lessa recebe apoio de Collor e outras figuras políticas que não fizeram em favor dos maceioenses.

O evento foi organizado pelo Papo de Universitário de  Educação Política no MotivoNuke