O governo decidiu adiar para o próximo dia 28 a reunião que analisa a medida provisória do Código Florestal. Segundo o senador Jorge Viana (PT-AC), "é uma espécie de freio de arrumação". A decisão foi do presidente da comissão mista, deputado Bohn Gass (PT-RS), que teme o retrocesso das negociações. As informações são da Agência Senado.

De acordo com Viana, emendas apresentadas pela Frente Parlamentar da Agropecuária, algumas já aprovadas ontem, preocupam o governo federal, que teme retrocesso nos acordos já firmados em torno do novo Código Florestal.

"Está tendo uma ação para danificar a medida provisória da presidente (Dilma Rousseff). Decisões que já haviam sito tomadas no Senado, na Câmara e na medida provisória agora estão sendo modificadas e isso é muito grave para o País. Vai se fazer uma espécie de freio de arrumação e o governo resolveu endurecer", afirmou o senador pelo Acre em entrevista à Rádio Senado.

A comissão mista já aprovou o texto base do relator Luiz Henrique da Silveira (PMDB-SC) e agora analisa 37 emendas em separado. Cinco emendas foram votadas na reunião de quarta-feira, das quais quatro foram aprovadas: a que acaba com a necessidade de preservação permanente nos rios não perenes, a que suprime o conceito de área abandonada; a que retira a limitação para aplicação de pousio nas propriedades rurais e a que acrescenta a definição de crédito de carbono ao novo Código Florestal.

Em votação que precisou ser desempatada pelo voto do presidente da comissão, foi rejeitada emenda de autoria do deputado Valdir Colatto (PMDB-PR) propondo a supressão do conceito de "áreas úmidas".