Apesar da palavra mais usada nos bastidores das eleições da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Alagoas, ser o vocábulo “traíra”, em referência as mais recentes composições e supostas traições, a ideia agora é consolidar movimentos e mostrar que todo mundo é amigo apesar do clima eleitoral e o que diferencia são as propostas. Que assim seja!

Chegou o momento de afastar o lado semântico negativo da palavra grupo, como se fosse uma sala fechada de decisão tomadas por poucos. Há quem queira investir na ideia de campanha participativa, de adesão a uma causa, a um movimento, com pontuações em propostas exequíveis.

Que tal caminho eleve o nível da eleição da OAB/AL, que é uma das mais importantes entidades de classe do Estado, pelas posições firmes que toma em diversos assuntos, pela voz de peso, mas sem esquecer jamais que se trata justamente de uma entidade de casse, representativa dos advogados e com a necessidade de se discutir propostas voltadas a estes e defesa de prerrogativas.

Além disto, não se pode esquecer que a eleição da OAB/AL serve de exemplo para as eleições tradicionais, já que a Ordem foi, é e será a responsável pelas ações da Comissão de Combate à Corrupção, que foi tão eficiente em 2008 e 2010 e deve continuar assim neste ano de 2012, com as parcerias que firma com a Polícia Federal, Ministério Público e outros órgãos.

Os movimentos pela Ordem - com o objetivo de eleger o novo nome a ocupar a cadeira da presidência, que hoje pertence a Omar Coêlho de Mello - devem se consolidar até o dia 11 de agosto, quando ocorre a grande festa em virtude do Dia do Advogado. É bem verdade, que o primeiro a mostrar esta ideia de composição com este sentimento foi o advogado criminalista Welton Roberto, ao falar da Primavera da Advocacia.

Na sequência, Marcelo Brabo - ao rachar com grupo da situação - apresenta a OAB Que Queremos. Por fim, nasce a Nossa Ordem, com um grupo de advogados jovens que deve ser liderado por Luiz Carlos Almeida (advocacia privada) e Cláudia Amaral (advocacia pública). As eleições ainda trazem os nomes de Thiago Bomfim e pela situação, com apoio de Omar Coêlho e demais componentes da atual administração, surge o nome de Rachel Cabús.

Welton Roberto deve ter como vice o advogado Fernando Falcão. Rachel Cabús terá ao seu lado Paulo Brêda. Marcelo Brabo ainda sem nome apresentado. O mesmo ocorre com Thiago Bomfim. Por fim, Luiz Carlos Almeida - como já dito - terá como vice Cláudia Amaral.

O movimento Nossa Ordem - por querer fugir a tradicionalidade - deve deixar para consolidar os nomes depois do dia 11 de agosto. Em uma segunda quinzena, aproveitando a estratégia para também apresentar uma campanha que - segundo alguns da Nossa Ordem - deve se diferenciar. Aguardemos.  

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