Uma troca de emails entre advogados circula nos bastidores da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Alagoas. Todos os citados nas conversas são do grupo do presidente Omar Coêlho. Por lá, é possível visualizar a insatisfação de Marcelo Brabo ao ter que deixar a posição de candidato com o apoio da situação; pois, candidato ele continua sendo, como já afirmou.
Também se percebe que a troca de nomes já foi tentada outras vezes - como já até antecipou este blog - em função da pressão que alguns nomes do grupo de Omar Coêlho exerciam. Até mesmo ex-presidentes que caminham com a atual administração estariam se opondo de forma ferrenha ao nome de Brabo.
É ressaltado que Coêlho teria lutado pela manutenção. Mas que diante do quadro insustentável e da rejeição a Brabo por parte do grupo ficava cada vez mais próxima a possível troca de cabeça de chapa, como ocorreu. A desculpa dos que pressionavam pela saída de Marcelo Brabo era: a candidatura não decolava. Brabo questiona e alega as pesquisas que eram favoráveis ao seu nome.
Logo, essa história de que a mudança foi por conta do ano eleitoral cai por terra. Brabo também se queixa de Omar Coêlho não ter participado dos últimos acontecimentos, como o maior líder da advocacia alagoana. Avisa que permanece fiel escudeiro até o fim de seu mandato, mesmo que - sem entrar em detalhes - “contrariando convicções pessoais”.
Fica explicito que a troca de Marcelo Brabo por Rachel Cabús incomoda a Brabo quando os emails destacam o indicativo das pesquisas em que o advogado eleitoral teria aceitação. Entre os emails, uma declaração do próprio Marcelo Brabo: “não entrei na OAB pela porta dos fundos, e tenho, como todos os colegas e advogados têm, o direito de sair pela porta da frente. Sequer tive o direito de poder conversar com a minha esposa, filhos, pais, irmãos, amigos, segmentos, etc. Estes souberam pela imprensa e terceiros”.
Brabo ainda diz que o direito de dizer que não seria mais candidato era dele. Por fim, diz que pretende pensar e conversar com amigos. O que já foi feito nestes últimos dias, consolidando-se mais uma via no processo eleitoral que tem hoje, além dele, Welton Roberto, Rachel Cabús, Thiago Bomfim e a chapa da “Nossa Ordem”, que deve trazer os nomes de Luiz Carlos Almeida e Cláudia Amaral.
Vale ressaltar que as conversas são em tom amigável e este Blog do Vilar não vai expor nada além do que o que já confirma o que foi dito aqui, quando a situação fez a substituição de Marcelo Brabo por Rachel Cabús. Como disse: a substituição é legítima, pois uma candidatura se constrói em grupo. O que não couberam foram as justificativas dadas e a forma como foi conduzida, que - inclusive - já na época eram contraditórias levando em consideração as declarações oficiais de Marcelo Brabo em seu twitter.
Os demais emails que chegaram a este blogueiro já foram até deletados. Não há razão para polêmicas, mas sim para esclarecimentos em uma eleição que mobiliza uma entidade tão importante e que luta tanto por eleições tradicionais limpas. Os nomes postos - na situação e na dissidência - possuem sim condições de fazerem um grande debate, sem subterfúgios ou práticas questionáveis.
Se este blogueiro - que nem advogado é - teve acesso a tão farto material, imagina o que não circula por aí...
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