Enquanto no âmbito nacional os adversários políticos dos tucanos são os petistas, aqui em Alagoas - diante do tamanho e da expressividade do PT, que andou de coadjuvante nos últimos processos eleitorais, sempre ao lado do PMDB do senador Renan Calheiros - quem ocupa esta função são os pedetistas.
Foi assim durante a primeira gestão do governador Teotonio Vilela Filho (PSDB), desde o rompimento político com o ex-governador Ronaldo Lessa (PDT) antes mesmo do início da administração tucana. No princípio, o estopim foi a denúncia de Vilela sobre um rombo de R$ 400 milhões supostamente deixado por Lessa no Governo do Estado.
De lá pra cá, tucanos e pedetistas não se bicam. Os pedetistas foram os críticos ferrenhos. Em 2010, esta rivalidade foi às urnas. Em eleição disputada, Teotonio Vilela Filho e Ronaldo Lessa polarizaram o processo indo para um segundo turno. Vitória apertada do tucano.
Agora, em 2012, PDT e PSDB podem novamente fazer um processo paralelo de enfrentamento dentro de uma eleição acirrada envolvendo outras seis candidaturas, também com suas densidades eleitorais a serem consideradas. Mas, o ex-governador e candidato a prefeito Ronaldo Lessa pode ter sim como alvo um outro tucano: desta vez, o deputado federal e também candidato Rui Palmeira.
Será inevitável a associação com o Governo do Estado. Terá ônus ou bônus, o deputado Rui Palmeira com as comparações? Depende do discurso que Palmeira adotar. O fato é que Lessa será situação e oposição ao mesmo tempo. Situação: defende a atual gestão municipal de Cícero Almeida. Carregará a imagem do prefeito. Oposição: atacará o governo do Estado, como já tem atacado nos recentes discursos.
Pedetistas e tucanos - portanto - se preparam para mais uma batalha. Desta vez, com outros ao redor que podem surpreender a ambos. Nada é certo em um pleito eleitoral cercado de densidades eleitorais que podem crescer com as campanhas; ou que podem naufragar contribuindo ainda mais para uma polarização.
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