Por 900 dias os habitantes da cidade de Leningrado – atual São Petesburgo – viveram cercados por tropas nazistas. O longo e torturante conflito resultou em cerca de um milhão de mortes. Só de fome pereceram oitocentas mil pessoas. Esse terrível episódio da Segunda Guerra Mundial é frequentemente deixado em segundo plano em nome de outros embates e horrores. Não mais.
A Editora Contexto acaba de lançar O cerco de Leningrado, que reconstrói os detalhes bélicos do conflito. O livro também nos aponta a tragédia humana que resultou do infeliz encontro. E, ainda, destaca as consequências do poder autoritário para quem está na linha de frente. Tanto do lado nazista quanto soviético, os governos autoritários causaram imensos problemas tanto para a população em geral, mas também para os seus exércitos. As próprias informações sobre o cerco eram limitadas e escondidas. Assim, além do ponto de vista humano, a batalha de Leningrado é desvendada em termos estratégicos, políticos e simbólicos.
Em pleno século XX se desenrolou um cerco digno da era medieval. A fome, a sede, o fogo também foram inimigos temíveis. Pesquisando nos diários íntimos, nas cartas, nos arquivos, o historiador Pierre Vallaud revive toda a dimensão trágica dessa sangrenta aventura humana. Ele destaca o heroísmo dos cidadãos, a ignomínia de alguns, o esgotamento dos soldados nos dois lados. E nos entrega um retrato do horror, de famílias inteiras definhando aos poucos resignadas, e de pessoas que se destacam em meio à tragédia, para nunca esquecermos até que ponto as guerras podem levar o sofrimento humano.
Pierre Vallaud é historiador, especialista em história contemporânea e em guerras do século XX. Antigo diretor do Centro de Estudos Estratégicos (CERGES) da Universidade Saint-Joseph, é autor de diversas obras sobre a Primeira e Segunda Guerra Mundial, a Guerra da Argélia e a Guerra Fria.
Lançamento: O cerco de Leningrado‏
15/07/2012, 04:30 - Brasil/Mundo
Por Redação
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