Medidas de segurança para a Comarca de Palmeira dos Índios foram discutidas durante reunião ocorrida na Corregedoria-Geral da Justiça (CGJ) nesta quinta-feira (12). A falta de um local para abrigar os presos provisórios do município foi um dos assuntos tratados.

Entre os participantes estavam o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Dimas Barros, o diretor da Polícia Civil, Paulo Cerqueira, o juiz Ferdinando Scremin Neto, além do tenente-coronel, Marcos Sérgio, representando a Superintendência de Administração Penitenciária (Sgap) e do juiz auxiliar da CGJ, Antônio Emanuel Dória.

Segundo o comandante da PM, inúmeras operações vêm sendo realizadas no interior do Estado, graças à integração dos órgãos que fazem a segurança pública, citando como exemplo o modelo das bases comunitárias.

Paulo Cerqueira afirmou que diante das prisões feitas pelos policiais militares, as delegacias acabam ficando superlotadas. "Não temos condições de transformar as Delegacias Regionais em Casas de Custódia", disse ele.

Já o tenente-coronel Marcos Sérgio informou ao Corregedor-Geral, James Magalhães que 96 vagas serão disponibilizadas em 90 dias, no módulo de segurança máxima da Capital, além da construção do novo Presídio Militar e das 800 vagas no presídio de Craíbas, que devem ficar prontas em 180 dias.

O Corregedor afirmou que caso a situação não seja revertida, irá enviar um expediente ao Ministério da Justiça sobre a situação em Palmeira dos Índios e outros municípios. "O problema é que não existe um planejamento estratégico. Há boa vontade do governo, mas é preciso executar os projetos", destacou.