Um oitavo nome na disputa pela Prefeitura Municipal de Maceió surpreendeu muita gente. É bem verdade, a surpresa muito mais se faz pela imensa quantidade de candidatos do que - necessariamente - pela densidade eleitoral de todos eles.
Evidente que quanto mais se fragmenta o eleitorado nesta primeira etapa, mais se tem a perspectiva de uma eleição em dois turnos; o que é dado como quase certo na capital alagoana.
Mas, a pergunta que se faz é “quem é o oitavo passageiro nessa corrida pela cadeira de prefeito?”. Sérgio Cabral integra os quadros do PPL - o recém-nascido Partido da Pátria Livre - que, no âmbito nacional, passa a defender seis pontos para o avanço da nação: ampliar o mercado interno, reduzir juros, concentrar os recursos do BNDES para financiar as empresas nacionais e dar prioridade a elas nas encomendas do Estado, desenvolver a ciência e os setores de tecnologia de ponta, as realizações para desenvolvimento da cultura e Educação e Saúde gratuita e de qualidade para todos.
E assim nasce mais um partido na sopa de letrinhas que é a democracia brasileira. Analisem e vejam que muitas das ideias já não são novidades...também, com tantas siglas...mas, a cada um é dado o direito de defender suas ideias. Para nós, o direito a concordância e ao julgamento nas urnas. Que o PPL fale!
Em Alagoas, o PPL - conforme matérias jornalísticas locais - era um mero coadjuvante no imenso chapão que pretende eleger o ex-governador Ronaldo Lessa (PDT) para prefeito de Maceió. Mas, de última hora foi a principal surpresa do cartório eleitoral com Sérgio Cabral, em chapa puro-sangue.
Com o início da campanha e com o guia - com o tempo destinado ao partido - Cabral pode apresentar a que veio, assim como os demais candidatos. Que o PPL - como toda a sigla em meio a este embaralhado de letras - mostre que não é mais uma “casa” para o fisiologismo - independente da linha ideológica ou da expressividade que tenha - ou que troca de dono como quem troca de sapato. Infelizmente, é uma prática comum para muita agremiação coligada no Estado de Alagoas.
Mas, que sem pré-julgamentos, aguardemos o discurso...
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