O deputado federal Maurício Quintella (PR) revelou que a bancada de Alagoas em Brasília deve apresentar um requerimento para a convocação da ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, para obter esclarecimentos sobre o parecer do IBAMA em relação ao estaleiro EISA em Alagoas.
O IBAMA se posicionou (como já é sabido) contrário a instalação do esperado estaleiro, que está nesta polêmica desde a primeira gestão do governado Teotonio Vilela Filho (PSDB).
Sobre o requerimento, Quintella disse que já conversou com o deputado federal Givaldo Carimbão (PSB) sobre o requerimento. De acordo com o parlamentar do PR, no início da próxima semana a bancada deve ser reunida para tomar as medidas cabíveis.
“O veto ao EISA é uma piada de mau gosto com nosso Estado; pelo já apurado o parecer não tem sustentação técnica”, colocou ainda Maurício Quintella. Segundo o deputado federal, a bancada deve se debruçar sobre os detalhes do parecer do IBAMA que vetou a instalação do estaleiro EISA em Alagoas. “A bancada precisa ir para cima!”, finalizou.
O veto
Um parecer técnico do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) vetou o licenciamento para a construção do estaleiro EISA Alagoas, no Pontal do Coruripe, litoral Norte do Estado. No documento, apresentado no último final de semana, consta vários pontos onde argumentam que a instalação do empreendimento na região provocaria danos irreparáveis ao meio ambiente.
O documento, assinado pelo presidente-substituto do Ibama, Fernando da Costa Marques, possui 99 páginas e está assinado por oito analistas ambientais, onde diz que “as informações sobre as alternativas locacionais, o diagnóstico e a avaliação de impactos, além das observações em campo, sugerem a existência de alternativas que implicariam em menores impactos ambientais”.
O relatório do órgão diz que “a área escolhida implica na supressão de praticamente toda a praia situada entre a foz do rio Coruripe e o Pontal do Coruripe” e que a proposta para implantação do empreendimento demanda supressão de 74,43 ha de vegetação de mangue em bom estado de conservação contidos na porção mais contínua do manguezal de Coruripe”.
O estaleiro construído em Pernambuco atingiu 1.260 hectares e não houve veto por parte do IBAMA. O secretário de Planejamento e Desenvolvimento Econômico acha que há “dois pesos e duas medidas” para que o órgão federal não autorize a construção do estaleiro em Alagoas.
A novela da construção do Estaleiro Eisa já dura dois anos e existe a preocupação de que aja interferência política direta em Brasília para que a obra, o maior investimento da história de Alagoas, não seja construída. A previsão é de que o estaleiro geraria mais de 50 mil empregos diretos e indiretos.
Estou no twitter: @lulavilar
