O diretor-executivo de Transferência de Tecnologia da Embrapa, Wladyr Stumpf Junior, diz que hoje o produtor rural está sendo visto pelos órgãos e instituições técnicas de pesquisa não como um agente passivo, mas como participante do processo de pesquisa e desenvolvimento. "Conhecimento não se transfere, conhecimento se constrói", afirma.

Stumpf afirma que não é possível desenvolver pacotes de tecnologia fechados sem levar em conta as diferenças regionais. "O Brasil é um País com diversidade ambiental, étnica e cultural. Existem mais de cinco milhões de estabelecimentos produtivos em seis biomas", explica.

Hoje, a Embrapa trabalha com arranjos produtivos locais, que incluem aspectos ambientais, econômicos e culturais. Um exemplo é Programa ABC, que incentiva processos tecnológicos que neutralizam ou minimizam os efeitos dos gases de efeito estufa no campo. A Embrapa contribui com tecnologias, como integração lavoura-pecuária-floresta, plantio direto, recuperação de pastagens, fixação biológica de nitrogênio e tratamento de resíduos animais, entre outros.