Quatro suplentes dos parlamentares que assumiu as vagas dos vereadores afastados em Rio Largo entraram com um mandado de segurança na Justiça com o objetivo de requerer os cargos. Isto porque, os novos vereadores são acusados de infidelidade partidária, já que haviam trocado de partido e com isso perdem o direito de serem mantidos nos cargos.

Quem irá analisar o caso é o juiz Airton Tenório, da comarca da cidade. Ele também já tem em mãos alguns documentos procedentes do Tribunal Regional Eleitoral. Os mandados foram impetrados pelos suplentes: Tereza Cristina (PSD), Edivaldo Correia de Lima (PSD), Val Gonçalves (PSDB) e Ricardo 'Tio' (PSD).

A acusação de infidelidade partidária recai sobre os vereadores recém-empossados Cícero de Almeida de Albuquerque, que deixou o PP e atualmente integra o PTdoB; Reginaldo Alves de Mendonça, o ‘Reginho’, que saiu do PMDB para o PR; além das parlamentares Ana Paula de Morais Moura, ex- PV e atual PMN; e Maria Elieuza dos Santos Euclides, a ‘Elieuza do Posto’, que trocou o PMDB pelo PSB.

Os recém-empossados vereadores assumiram as vagas deixadas pelos parlamentares presos durante uma operação deflagrada após um trabalho de investigação do Grupo Estadual de Combate às Organizações Criminosas (Gecoc), do Ministério Público Estadual (MPE). Eles são acusados de participação de um esquema de corrupção com relação à venda de um terreno pertencente à prefeitura, cujo valor negociado foi bem abaixo do mercado.

Eles foram presos, mas recentemente a 17ª Vara Criminal da Capital concedeu a liberdade; no entanto, deverão permanecer afastados dos cargos até a conclusão do processo de investigação. Além dos vereadores, o prefeito de Rio Largo, Toninho Lins foi detido acusado de participação. Ele continua preso na sede da Academia de Polícia Militar em Maceió.