Perguntar não ofende! Então, lá vai: como fica a situação da ex-prefeita Kátia Born (PSB) dentre o partido no âmbito estadual? O motivo da indagação é simples: o partido soube agir - de forma acertada, dando resposta à opinião pública - afastando o prefeito de Rio Largo, Toninho Lins, diante das denúncias que envolviam seu nome e os vereadores daquele município.
Não se trata de um pré-julgamento, mas de aguardar os acontecimentos. Pois assim já afirmou o próprio PSB em nota - ao falar do caso envolvendo Toninho Lins: “o Partido Socialista Brasileiro reafirma que os gestores públicos e seus militantes devem sempre manter uma conduta responsável e comprometida com a ética e a moralidade. Esses são princípios básicos do PSB, desde sua fundação”.
E segue: “os dirigentes ressaltaram ainda que a ampla defesa é um direito fundamental, mas no entanto, não hesitará caso os implicados sejam realmente culpados, pois cumprirá o que preceitua o estatuto do Partido”.
Lins é indiciado em um inquérito e não se discute a decisão da instância partidária. É o comportamento - por exemplo - tantas vezes adotado pelo Democratas, no que diz respeito a cortar na própria carne diante dos escândalos.
Agora, a ex-prefeita de Maceió - uma das figuras mais importantes do partido - sofre uma condenação por improbidade administrativa. Cabe recurso, e é justo que Kátia Born tenha o amplo direito ao contraditório. Afinal, estamos em uma Democracia. Se há recurso, que ela brigue para provar sua inocência e consiga, caso inocente seja.
Mas, como o PSB - internamente - vai lidar com esta questão? Kátia Born terá o mesmo tratamento que teve o prefeito de Rio Largo? O PSB vai se manifestar sobre o assunto seja defendendo ou apontando medidas em relação a um dos mais importantes nomes de seus quadros em Alagoas? Seria justo que o fizesse, já que - historicamente - o partido tem tomado posicionamentos firmes, como fez - volto a repetir - em Rio Largo.
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Vale ressaltar: os questionamentos aqui feitos não são de pré-julgamento em relação à ex-prefeita. Jamais. A própria Kátia Born - nos veículos de comunicação - se manifestou sobre o assunto da condenação em si. De acordo com ela, um equívoco durante uma auditoria do Ministério da Previdência Social no Iprev. Se assim o for, que fique provado.
Born irá propor um recurso de apelação para que o processo seja reapreciado por uma das câmaras do Tribunal de Justiça do Estado de Alagoas, “sendo que no presente momento a sentença não produz efeitos sobre a sua pessoa”, destacou por meio de nota de assessoria. Ainda explica a prefeita: “ocorreu que o Ministério da Previdência não impunha, na ocasião, a criação de um fundo previdenciário, sendo ele facultativo, e o município de Maceió entendeu que o melhor seria não criá-lo, uma vez que a arrecadação previdenciária era inferior às folhas de pagamento dos aposentados e das pensionistas municipais, o que impossibilitava a reserva do aludido percentual e obrigava a administração municipal a completar os valores com recursos próprios para evitar a suspensão dos pagamentos”.
Bem, mas repito a pergunta: qual a posição do PSB sobre o assunto? O espaço está aberto...