Líder do PMDB no Senado e um dos políticos mais influentes em Brasília, o senador Renan Calheiros, do PMDB-AL teve uma longa reunião com a presidente Dilma Rousseff na última quinta-feira. Em pauta a questão da violência em Alagoas.

A presidente disse ao senador que está preocupada com a taxa de homicídios e o descontrole da violência em Alagoas e que por isso tinha autorizado o ministro da Justiça a montar o Plano Nacional de Segurança que será lançado no Estado no próximo dia 26. Dilma Rousseff vê essa como única alternativa a ajudar o governo a fazer o que não foi feito nos últimos seis anos.

Antes mesmo do encontro com a presidente Dilma Rousseff, Renan Calheiros já tinha participado, na quarta-feira, da reunião de apresentação do do Plano Nacional de Segurança e defendido além das medidas previstas, o estabelecimento de metas de redução da taxa de homicídios e de aumento do efetivo policial.

O senador reafirmou sua posição após o encontro com a presidente.

“O plano terá todo o nosso apoio. Mas é preciso que o governo do estado estabeleça metas para reduzir o número de homicídios, que diga quando e quantos policiais vai contratar, que defina prazos para a conclusão de milhares de inquéritos que estão precisando ser enviados à Justiça”, afirmou.

Renan Calheiros defendeu ainda a melhoria salarial para os policiais civis e militares.

“É preciso motivar os policiais, capacitá-los e, principalmente aumentar o efetivo. Hoje temos menos de 6 mil homens da Polícia Militar nas ruas. Seriam necessários pelo menos 12 mil. O governo tem que fazer a sua parte e fazer as contratações necessárias, através de concursos”, enfatizou, acrescentando que “o atual número de servidores da Polícia civil, estimado em 1,5 servidores, precisa no ,mínimo ser dobrado”.


Falar em candidatura a governador agora é tentativa de desviar atenção dos problemas de Alagoas


Volta e meia o nome de Renan Calheiros tem sido apontado como candidato a governador em 2014. O senador já chamou seus principais assessores e amigos e avisou: “quem gosta de mim não fala isso”. Para ele, a sucessão estadual não está na ordem do dia nem na lista das prioridades.

“Em nenhum momento eu disse que sou candidato a governador. Essa questão não deve ser discutida nesse momento”, diz Renan toda vez que é consultado sobre o tema.

A seus amigos mais próximos Renan costuma dizer que quem faz o jogo de “levantar” seu nome como candidato ao governo, agora, são seus adversários políticos.