A licitação que previa a recuperação dos relógios de rua e dos abrigos de ônibus em São Paulo foi suspensa, por tempo indeterminado, pela Prefeitura. A decisão foi publicada na edição de sábado (16) do Diário Oficial do Município.

A disputa, que previa a instalação de letreiros publicitários nos abrigos e nos relógios digitais, foi suspensa após pedido de esclarecimentos do Tribunal de Contas do Município (TCM). Com o cancelamento, os relógios de rua continuam sem manutenção, oferecendo horários e temperaturas errados. O TCM não informou o que motivou o pedido de esclarecimentos.

A licitação havia sido aberta no fim de março e previa que as empresas vencedoras seriam responsáveis pela construção e manutenção dos equipamentos nos próximos 25 anos. Elas teriam de pagar pela concessão um valor mínimo de R$ 200 milhões, no caso dos pontos de ônibus, e de R$ 150 milhões, no caso dos relógios de rua.

Em troca, poderiam utilizar os espaços dos pontos de ônibus e relógios de rua para explorar publicidade exterior na medida em que instalarem e se encarregarem da manutenção desses equipamentos. Elas também terão prazo mínimo de três anos para concretizar a mudança do mobiliário urbano.

A Lei Cidade Limpa proibiu a veiculação de qualquer tipo de publicidade nesses equipamentos. Com a licitação, a administração paulistana quer substituir todos os equipamentos existentes e promover sua padronização.

A SPObras, responsável pela escolha da empresa, exige que os novos equipamentos ofereçam informações de horário, temperatura e qualidade do ar, divulgação de mensagens e campanhas da Prefeitura de São Paulo, possibilidade de inovações tecnológicas e valorização da paisagem urbana.

Segundo a Prefeitura, a cidade de São Paulo possui atualmente cerca de 6.500 abrigos em parada de ônibus, de 14 tipos diferentes, e aproximadamente 11.500 pontos e totens indicativos de parada de ônibus, de vários tipos.