O deputado federal Maurício Quintella Lessa (PR) falou - na manhã de hoje, dia 15, sobre o seu almoço - em um restaurante em Paris, durante a Semana Santa, com o então presidente da Delta (investigada pela CPMI do Cachoeira), Fernando Cavendish.

De acordo com reportagem de O Globo, Quintella e o senador Ciro Nogueira (PP/PI), participaram do encontro. O que chamou a atenção foi o fato de ontem, dia 14, por 16 votos a 13, a CPI barrar a convocação de Cavendish. Quintella não estava presente.

Ao tentar esclarecer os fatos, Quintella coloca que em março deste ano participou de uma missão oficial em Uganda, na África, e retornou com parte do grupo “via Paris”. “Era Semana Santa e não existia CPMI. Almocei com o senador Ciro Nogueira, outros parlamentares e suas esposas à luz do dia e em local público muito frequentado por brasileiros”.

Quintella disse que foi um encontro ao acaso, já que o amigo de Cavendish é o senador Ciro Nogueira, que com ele estava. “Ele o encontrou, o cumprimentou e pronto!”, afirma. Para se defender, Quintella relembra sua postura durante a CPI que investiga o bicheiro Carlos Cachoeira e sua relação com uma série de políticos.

“Minha postura na CPMI tem sido firme e independente, em relação a qualquer investigado”, colocou. Ele lista ações como o voto favorável a quebra de sigilo da Delta na região Centro/Oeste, a quebra de sigilo da construtora no âmbito nacional e o requerimento para a convocação do próprio Cavendish. “O requerimento é de minha autoria”, coloca ainda.

Ele ressalta que assinou o documento junto com o deputado Miro Teixeira para a convocação de Cavendish. “Defendi publicamente investigação profunda em relação a empresas e seus gestores. Continuarei com a mesma postura e a disposição para qualquer esclarecimento”, concluiu.

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