Os campeonatos brasileiros das Séries C e D estão suspensos desde o dia 23 de maio. A partir de então, semana após semana, os clubes vivem a expectativa de uma definição de uma nova data de estreia nas competições. No Paysandu não é diferente. Além da falta de motivação que afeta aos jogadores, o técnico Roberval Davino começa a ter outra dor de cabeça: o medo de perder atletas para clubes da Série B do brasileirão e para times do Estado de São Paulo, onde a bola tem rolado para a quarta divisão do campeonato paulista.
– Afeta (a indefinição do início da Série C). Afeta todo mundo. A imprensa, que quer notícias de uma confirmação de jogos oficiais, a gente e a própria direção (do Paysandu). Muitos clubes estão falando que pagaram esse mês, mas e o próximo, como é que faz? Não tem um compromisso oficial. Como que faz pra ter receita? É muito difícil pra motivação, pro projeto do clube, pro próprio torcedor. A motivação é o trabalhar, mas falta àquela adrenalina do jogo, ganha, perde, faz a viagem, se programa, faz a concentração... esse que é o ‘Q’ do futebol. Sem isso fica difícil – explicou Davino.
E o maior medo do técnico bicolor é ver seu elenco ser desfeito por conta a falta de jogos oficiais. Roberval Davino confessa que tem conversado bastante com os jogadores na tentativa de evitar uma “debandada”
– Me preocupo com relação aos jogadores que serão procurados (por outros clubes) e de treinadores também. Aconteceu isso com o Campinense, com o Santa Cruz, onde três jogadores saíram. O mundo do futebol não parou por causa disso. O próprio treinador do Tupi foi para o Barueri, por exemplo. Então é uma situação em que você tem que estar conversando. Mostrar pra eles que a direção daqui cumpriu o compromisso, que existe a possibilidade de, na outra semana, definir a situação. Digo para eles não se preocuparem, que façam o trabalho da melhor maneira possível porque pode acontecer de oficializar a volta do campeonato e você tem que estar preparado – comentou.
