O deputado estadual Jefferson Morais (Democratas) oficializou sua pré-candidatura à Prefeitura Municipal de Maceió. Apesar de seu partido fazer base da gestão do governador Teotonio Vilela Filho (PSDB) - partido historicamente aliado ao Democratas - o parlamentar fez questão de frisar que não tem apoio dos palacianos.
“Minha pré-candidatura já está oficalizada há muito tempo. É uma candidatura do Democratas. Não sou candidato do Palácio República dos Palmares. Lá, tem o deputado federal Rui Palmeira (PSDB). O governador (Teotonio Vilela Filho) já disse, inclusive, que vota nele. Ele só pode, logicamente, votar em um”, colocou Jefferson Morais.
De acordo com com Morais, o trabalho agora é a construção e consolidação da candidatura. Quanto a isto, ele voltou a frisar as conversas adiantadas com o presidente da Câmara Municipal de Maceió, Galba Novaes (PRB). “Mas, ainda não há nada certo quanto a ele ser meu vice. Estamos conversando e o período é de entendimento. Existem conversas também com outros partidos”, salientou o deputado estadual.
Indagado sobre a possibilidade de ser vice de Galba Novaes, o parlamentar respondeu: “não serei vice de ninguém. Sou pré-candidato para ser candidato a prefeito. Não faz sentido eu ser vice diante das pesquisas que mostram minhas chances. Fui o deputado estadual mais votado em Maceió. As pesquisas não oficiais mostram que tenho bons índices. A única oficial até agora mostra isto também. Isto remete a concretizar a minha candidatura”, colocou.
Se não chegar a ser candidato, Morais diz que segue como deputado estadual sem participar da campanha, frisando que não há lógica em assumir uma vice-candidatura”Por que eu abriria mão do mandato de deputado estadual para ser vice? Tenho um compromisso e só abro mão do cargo para ser prefeito”, frisou. Quanto à montagem do resto da chapa, ao conversar com este blogueiro, Jefferson Morais colocou: “eu tenho até o dia 30 para decidir. Não há porque ter pressa. O momento pede prudência”.
Jefferson Morais não cita nomes, mas diz que o Democratas tem plano A, B e C para a composição. Questionado se há possibilidade de chapa puro-sangue, a resposta foi enfática: “um último recurso, mas último mesmo. Acho improvável”. Ele confirmou - entretanto - que ainda há diálogos com PPS e PSB. “São aliados que gostaria de ter. Para mim, existe a possibilidade de uma união. Mas, respeito o desejo deles de lançar candidaturas. É legítimo”.
Nos bastidores se fala de estratégia palaciana, lançar vários candidatos para já forçar um segundo turno. Em entrevista, Jefferson Morais negou veementemente. “Não existe estratégia alguma. A estratégia - se existisse - seria compor, o que não acontece. Como disse, sou candidato do Democratas e não do Governo do Estado. Aqui existe uma pré-candidatura de verdade e vamos discutir projetos para Maceió”, defendeu.
Perguntei ao pré-candidato Morais se ele se sentiria bem ao explorar temas que incomodassem o governo do qual seu partido faz parte, como por exemplo, as críticas ferrenhas ao indicadores de violência. “Não tenho problema em lidar com tema algum. Quanto às críticas às políticas públicas de combate à violência, faço todo dia no meu programa. Não é apenas a violência. Claro que este será um grande tema de campanha, mas virão outros também. Eu me sinto confortável para debater qualquer tema”.
Por fim, como Morais não abre mão da cabeça para ser vice. Nem Galba Novaes faz o mesmo. É possível que esta aliança - já cantada em verso e prosa -venha a morrer antes mesmo de nascer. Os mais próximos de Galba Novaes dizem que o presidente da Câmara Municipal - depois de algumas decepções durante negociações para composição de chapa - deve tratar sua pré-candidatura como uma questão de honra. Ontem mesmo, Galba já falava em chapa puro-sangue no PRB. Será?
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