Na madrugada da quarta-feira, mais uma quantidade significativa de peixes apareceu morta nos canais na Laguna Manguaba, próximo a cidade de Marechal Deodoro. Essa foi a segunda vez, em menos de uma semana, que o Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA/AL) foi acionado para avaliar o problema. Uma equipe técnica foi enviada ao local na manhã da quarta-feira para realizar nova coleta de água e medir o nível de oxigênio nos locais onde os peixes foram encontrados mortos.
Dos oito pontos medidos, apenas dois deram números inferiores a 3 mg/l de Oxig6enio Dissolvido, quando o nível indicado pela Resolução 35/705 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA) é igual ou superior a 5 mg/l. Também foi realizada nova coleta para averiguar a evolução da qualidade da água. O resultado da análise química deverá ficar pronto na próxima segunda-feira.
A primeira avaliação da qualidade da água, divulgada pelo Instituto na terça-feira (29), indicou a presença do gás sulfídrico (H2S), resultante da decomposição de matérias orgânicas, o que diminuiu o oxigênio dissolvido dentro da Laguna e provocou um forte odor no local . “A origem desses sedimentos é principalmente pela ausência de saneamento básico. O meio ambiente também gera matéria orgânica, mas não o mesmo volume produzido pelos seres humanos”, explicou Carlos Soares, diretor do laboratório do IMA/AL.
De acordo com Ricardo César, diretor-técnico do IMA/AL, “A solução mais efetiva nesses casos é uma dragagem, ou seja, a retirada dessa matéria orgânica, mas esse é um projeto de longo prazo, visto a grande quantidade desses sedimentos no fundo da Laguna”. Além da dragagem, medidas emergenciais podem ser feitas, como as colocadas por Erikson Machado, Secretário do Meio Ambiente de Marechal Deodoro, “Vamos esperar o laudo técnico do IMA. Mas se a morte de peixes voltar a acontecer e começar a prejudicar a renda dos pescadores, o que podemos fazer é contatar a Prefeitura de Marechal Deodoro para prestar assistência aos pescadores, com a distribuição de cestas básicas”.
Amanhã (01) uma equipe do IMA deverá acompanhar a retirada dos peixes que será feita pelos pescadores e poder público local.