Após o Araguaína (TO) conseguir na Justiça Comum o direito de voltar a Série C do Campeonato Brasileiro, a Confederação Brasileira de Futebol estuda pedir o cancelamento definitivo das Séries C e D. A medida ainda não foi oficialmente confirmada, mas o prejuízo que a confederação teria, caso tenha que cumprir as sentenças, seria muito grande, e sem o apoio esperado da Fifa, os campeonatos podem se realizar somente no ano que vem.
O problema envolvendo o início das séries C e D começou no ano passado, quando o Rio Branco (AC) teve seu estádio embargado pelo Ministério Público, e em seguida, entrou na Justiça Comum para reverter a situação. A reação foi imediata e a equipe acriana acabou desclassificada da competição. Entretanto, a diretoria do clube fez um acordo com a CBF, anulando o rebaixamento.
Acontece que a medida adotada pela CBF causou reação nos demais clubes prejudicados. O primeiro a recorrer foi o Treze (PB). Porém, o Galo da Borborema adotou as vias corretas e acionou o Superior Tribunal de Justiça Desportiva. Com a recusa da corte, o jeito foi apelar à Justiça Comum, onde conseguiu uma liminar o colocando na Série C.
Em seguida, houve uma retaliação dos acrianos. Uma com o Rio Branco entrando na Justiça da Paraíba para suspender a inclusão do Treze na competição e outra do Estado contra a CBF. Somente a segunda foi acatada. O Desembargador da Justiça paraibana, Genésio Gomes Pereira Filho, manteve o Treze no campeonato.
O último a peitar a força da CBF foi o Araguaína (TO). O clube entende que o Rio Branco, por ter sido excluído da competição, daria direitos ao tocantinense retornar à Série C, já que foi o Araguaína quem desceu de divisão no lugar do time acriano. A Justiça do Tocantins também reconheceu a medida e ordenou que o clube fosse realocado na divisão que estava no ano de 2011.
