O senador Fernando Collor participou na noite de ontem de uma programa, chamado Record Atualidade, capitaneado pelo jornalista Paulo Henrique Amorim, na Record News.
Durante a entrevista Collor falou de seus 20 anos de carreira política e falou de sua atuação na CPMI do Cachoeira. “O procurador geral Roberto Gurgel prevaricou, disse o ex-presidente Fernando Collor por não ter investigado o senador Demóstenes Torres,”
"Porque eu temeria o julgamento do Mensalão, esta carapuça não me serve, ele diz ainda que a sub-procuradora Claudia Gurgel, foi desmentida pelo delegado Federal e também deve ser ouvida pela CPMI" disse Collor no início da entrevista.
Collor atacou também o diretor do Grupo Abril, Roberto Civita, o senador disse que ele estaria por trás das capas de Veja, que não tem ética jornalista e que as capas da revista seria uma ação criminosa do editor Policarpo Junior, que segunda sua opinião, se associou a um grupo também criminoso, no caso o de Cachoeira.
Ainda na entrevista , o senador acusou dois procuradores de terem entregues documentos de “segredo de justiça” a revista Veja.
Collor disse ainda que se tem alguém que vem lutando a favor da liberdade de imprensa, este alguém seria ele.
“Sou a favor da liberdade de imprensa, sou contra o controle social dos meios de comunicação, e um exemplo disto é que durante o processo que sofri em nenhum momento tentei influenciar ou impedir a imprensa de divulgar qualquer coisa” explicou.
Não sou vingativo
Em um momento da entrevista que o senador foi perguntado se estava em uma cruzada pessoal contra a revista Veja, Collor diz que não é uma pessoa vingativa e que não tem qualquer ressentimento.
Ele disse ainda que a entrevista dada por seu irmão, Pedro Collor, a revista Veja não foi a causadora de seu impeacheament, e sim uma matéria da revista Isto É, sobre a relação de sua secretária com o dono de um Fiat Elba.
Renúncia
Collor disse ainda que o processo de seu impeacheament foi uma violência contra seu mandato e o estado democrático de direito, ele disse que o senado virou um tribunal e que sua renúncia não foi aceita.
“Durante dois anos minha vida foi investigada, de cima abaixo, desde que eu nasci, e a Veja não foi a única que me perseguia, mas a imprensa como um todo que ecoava a voz das ruas, mas apesar de tudo isto o STF me inocentou”
Na parte mais polêmica da entrevista Collor pediu de volta seu mandato. “Se fui absolvido das acusações de corrupção pela mais alta corte do Brasil, porque não tive de volta meu mandato” disse o presidente.
PC Farias
Sobre o seu financiador de campanha Paulo Cesar Farias, Collor se dividiu entre críticas e elogios.
O senador disse que sem PC Farias não haveria campanha presidencial, e que ele era uma pessoa cordata e leal, mas por outro lado o ex-presidente disse que o afastamento dele de PC Farias se deu por conta de um certo deslumbramento do advogado com o seu momento de celebridade.
Mea Culpa
Collor diz que o que causou sua queda da presidência foi a falta de base política no Congresso, que foi um erro que ele cometeu quando prefeito de Maceió e governador de Alagoas e chegou a admitir arrogância e um sentimento de superioridade aos seus semelhantes.
