O prefeito Cícero Almeida (PP) está a um passo de definir seu futuro político para quando não tiver mais mandato. No PSD, como se espera (mas, quando o assunto é Cícero Almeida o martelo é batido, mas o prego nunca entortado), Almeida via lidar com a construção de um grupo visando 2014. Um longo caminho para um político que muda de alianças, melhores amigos, apoios e rumos com bastante facilidade como se viu em na trajetória que o levou a Prefeitura Municipal de Maceió.

O chefe do Executivo municipal não descarta ficar acomodado em uma secretaria em uma próxima administração. Por enquanto, segue com o grupo PDT-PMDB, que tem como candidatos o ex-governador Ronaldo Lessa (na cabeça da chapa) e o secretário municipal e homem de confiança de Cícero Almeida, Mosart Amaral. O PSD - futuro lar de Almeida (por enquanto) - também deve agregar. O lado peemedebista do PT está com o coração apontado para esta aliança.

Do lado de fora, outros vários candidatos que nasceram na administração municipal (ou lá tiveram seus partidos por um tempo, ou ainda são “aliados” (com aspas gigantescas) do prefeito) ainda pedem para que Almeida também conceda apoio, ou pelo menos que o apoio ao outro lado seja brando. São candidatos diferentes, mas oriundos de uma mesma base. Não é por acaso que agora se tem tantas opções de escolha, com tão pouca diferença entre o que temos a escolher.

Muitos se apoiaram na imagem de uma Prefeitura Municipal que tem aprovação popular. Elogiaram, se disseram parceiros, coadjuvantes nos bônus, sem tocar muito nos ônus. Candidaturas que sentem a dificuldade de construir projeto diferente. Impera a sensação do “mais do mesmo”. Claro que a administração de Almeida tem seus bons frutos e merecem sim ser reconhecidos, como algumas obras estruturantes. Algumas com mais parceiros políticos (pelo menos os anunciados) do que tijolos e concretos.

Mas, por trás da cortina da aprovação popular, escondem-se graves problemas: a cobertura do PSF, as irregularidades denunciadas pelo Ministério Público, as falhas no social. Sem oposição - ou apenas com a oposição de conveniência - foram poucos os que ficaram tocando bumbo sozinhos na praça anunciando que era necessário olhar tais pontos. Agora, pré-candidatos, saindo da base almeidista, em breve, estes investirão em discursos que trará uma crítica amena. Como quem diz: estive lá, mas não cabia a mim resolver. Se agora voltar ao poder, o projeto é justamente resolver.

E assim, o que fica claro são os projetos de poder e de sobrevivência política entre as alianças que são firmadas. O resto parece ser segundo plano. No final, deve se afunilar para seis nomes na disputa pela administração municipal. E é claro, neste pomar também se venderá laranjas.  

 

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