O prefeito de São Miguel dos Campos, George Clemente, e o vice, Pedoca, receberam na manhã desta segunda-feira, 28, explicações sobre os trabalhos que serão desenvolvidos para a adequação ambiental do trecho da BR101 em São Miguel dos Campos, que será duplicado pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit).

O esclarecimento foi realizado pela equipe de Comunicação da Gestão Ambiental das obras de duplicação da BR101/NE, composta pelos comunicadores, Lívia Tatajuba e Adaislan Souza, da empresa Skill Engenharia. De acordo com Lívia a duplicação no município está prevista para ser iniciada em setembro deste ano, mas desde já estão sendo feitos os levantamentos necessários para que nem o meio ambiente nem a população sofram com o impacto causado pelas obras.

“O nosso objetivo é fazer uma interlocução entre a população e a prefeitura com o Dnit e os órgãos reguladores, no intuito de realizar o direcionamento de qualquer crítica ou sugestão por parte do município. Nós apresentamos o empreendimento e explicamos as ações que serão realizadas para o meio ambiente e para a população”, comentou.

Em relação ao projeto da duplicação que está sendo mostrado pelo Dnit, Pedoca se mostrou preocupado em relação a desocupação das casas que estão no local das obras. “Muitos moradores que estão perto de onde vai ocorrer a duplicação estão se questionando se suas casas serão derrubadas. Minha maior preocupação é com essas pessoas que até deixam de fazer uma reforma ou uma pintura em suas residências, por medo de estar jogando seu dinheiro fora”, disse.

A comunicadora informou que se a prefeitura ou se alguma pessoa não estivesse de acordo com o projeto, poderia ser feito uma reclamação através de um engenheiro, para mostrar soluções que sejam viáveis para todos. “É importante que a comunidade procure realizar sua queixa através de uma pessoa que entenda do assunto, como um engenheiro ou arquiteto”, avisou Lívia.

A desapropriação dos imóveis que devem ser demolidos é de responsabilidade do Exército Brasileiro que faz o levantamento, vão na casa do morador, acertam o valor da indenização e depositam o dinheiro na conta do responsável pela residência. Após 30 dias da compensação a casa deve ser desocupada.

A reunião foi acompanhada pelos secretários municipais de Ifraestrutura, Francisco Seabra, de Agricultura e Meio Ambiente, Hermann Zeferino, de Gabinete Civil, Débora Oliveira e pela técnica em meio ambiente, Marília Batista.