O radialista Márcio Aragão e o empresário André Moura que é proprietário de um provedor de internet foram acusados de tramar a morte do diretor de articulações políticas da prefeitura municipal de Piranhas, Thiago Nunes, que, ao descobrir o suposto plano para matá-lo, registrou um boletim de ocorrência na delegacia regional de Delmiro Gouveia.

Segundo Thiago Nunes, o plano foi descoberto em uma Lan-House da cidade quando uma mulher, amiga de sua família, teria avistado uma página da rede social Facebook de um dos acusados aberta em um computador onde teria uma conversação que tratava de sua morte. Surpresa com o que havia visto, a mulher teria copiado as mensagens para um pendriver e mostrado para ele que relata ter ficado perplexo com as conversas eletrônicas.

Conforme Thiago, nas mensagens o empresário André Moura perguntava se o radialista Márcio Aragão desejaria que ele trouxesse um “pessoal” do Estado de Pernambuco para dar um susto nele que acredita que a intenção de ambos seria tirar sua vida. De acordo com o diretor, ainda nos textos, os acusados haviam combinado de conversarem pessoalmente sobre o caso.

De posse de cópia da página com as ameaças, Thiago procurou a polícia civil de Delmiro Gouveia que solicitou ao juiz da comarca de Piranhas um mandado de busca e apreensão nos estabelecimentos e residências dos acusados. O pedido foi deferido.

Na manhã desta quarta-feira (23), a polícia cumpriu os mandatos na residência do empresário, mas não conseguiram localizar provas que pudessem ser colocadas nos autos. Na residência de Márcio Aragão não foi feito busca, já que o mesmo reside em Canindé do São Francisco (SE). Mesmo assim, os dois foram intimados a comparecer na delegacia.

Depoimento

Na manhã desta quinta-feira (24), o radialista e o empresário compareceram juntos na delegacia. Em depoimento colhido pelo delegado regional Rodrigo Cavalcanti, os acusados teriam confirmado suas participações na conversação eletrônica, mas alegaram que no momento estavam nervosos e que o que digitaram não passou de um desabafo.

Sobretudo, conforme o delegado, o relato da dupla vai ser anexado ao processo para ser encaminhado a justiça.

Acusações

Em sua versão, Márcio Aragão também se diz ameaçado por Thiago Nunes que seria responsável pela invasão de seus e-mails pessoais e redes sociais, além de enviar torpedos com ameaças e divulgar difamações suas em meios de comunicação, além de está lhe seguindo em seu carro particular.

O radialista atribui as possíveis ameaças e difamações ao programa Tribuna Livre que ele apresenta em uma rádio comunitária da cidade. A programação estaria incomodando o diretor de articulações políticas e por isso, ele teria a intensão de acabar com o programa do qual Márcio se afastou temporariamente devido, segundo ele, às perseguições.

De um lado Thiago Nunes teme por sua vida, do outro o radialista também se diz amedrontado com Nunes, enquanto o empresário se diz inocente no suposto planejamento da morte do diretor de articulações políticas.