Incorporação do PSD ao PSB afasta JL da corrida pela Prefeitura de Maceió

15/05/2012 08:12 - Geral
Por Redação
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Surgiu um complicador a mais na pretensão do empresário e deputado federal João Lyra (PSD) em ser candidato a prefeito em Maceió, na eleição de outubro: o Partido de Kassab projeta incorporação ao PSB do governador Eduardo Campos em caso de derrota no Tribunal Superior Eleitoral.

Inclusive, o PSD do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, admite o risco de sofrer uma debandada de políticos e projeta uma fusão com o PSB caso não consiga ampliar seu tempo na TV e seu acesso a recurso do Fundo Partidário. O pedido começou a ser julgado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) no mês passado. Dois ministros votaram a favor e um se opôs ao pleito do novo partido.

Aqui em Maceió, o deputado João Lyra se mantém em absoluto silêncio aguardando a decisão de Brasília e do Kassab. No entanto, já se sabe ser remota a possibilidade dele aderir à candidatura do socialista Givaldo Carimbão, que terá o seu lançamento no dia 18 deste mês com a presença do presidente nacional do PSB, governador Eduardo Campos (PE).

Se o caminho for esse do Carimbão, o deputado João Lyra já tem o projeto de dedicar-se completamente à eleição do seu neto Fernando Lyra, que é candidato a vice-prefeito em Atalaia com ampla chance de vencer na chapa liderada por Zé do Pedrinho.

A sigla quer receber os benefícios na mesma proporção dos votos dados em 2010 à sua bancada atual na Câmara – na ocasião, os deputados integravam outras legendas.

Houve pedido de vista e o julgamento não tem prazo para ser retomado. Ainda faltam os votos de quatro ministros.

O secretário-geral do PSD, Saulo Queiroz, aposta na vitória no Justiça, mas defende a fusão em caso de revés.

"Se o partido não tiver tempo de TV, temos que nos reunir rapidamente. Não se pode descartar hipótese de fusão com o PSB. É um jeito de tentar sobreviver", afirma.

Queiroz lembra que a união com o PSB do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, estava na origem do PSD, mas não avançou. Segundo o dirigente, as duas siglas têm "parceria extremamente gratificante".

CÁLCULOS

Se o TSE der vitória ao PSD, que tem hoje a quarta maior bancada da Câmara, a sigla receberá cerca de R$ 1,6 milhão por mês e terá bom espaço na propaganda eleitoral na TV, uma das principais moedas usadas na hora da negociação de alianças. Se perder, ficará com R$ 18,5 mil mensais e tempo na TV de nanico.

Queiroz diz que a eventual derrota criará "enorme insegurança" aos filiados, que ficariam pouco competitivos nas eleições de 2014.

Um dos dois senadores do PSD, Sérgio Petecão (AC) disse que ficará "totalmente fragilizado" em seu plano de trocar apoio a um candidato a prefeito por aliança para disputar o governado do Estado em 2014. "Eu fico sem nada para oferecer", admitiu.

Por isso, Queiroz projeta uma fusão como arma contra a debandada. "Muita gente no partido defende isso."

O líder do PSD na Câmara, Guilherme Campos (SP), diz "não defender nem atacar" a ideia. Ele elogia o PSB, mas reclama que Queiroz estaria "agoniado" e afirma que quem se filiou à sigla sabia da chance de derrota no TSE.

Em caso de vitória, o partido quer lançar mais candidaturas próprias em capitais. Hoje, a única aposta séria é Cesar Souza Júnior, em Florianópolis. Com mais tempo e dinheiro, crescem as chances em Goiânia, Natal, Campo Grande e Cuiabá.

Outra expectativa é garantir mais vagas de vice, sobretudo em São Paulo, onde a sigla apoia José Serra (PSDB).

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