Nesta sexta-feira, 27 de abril, o Barcelona convocou uma coletiva e trouxe uma notícia bombástica: seu treinador, Pep Guardiola, anunciava a sua saída do clube ao final da atual temporada, em 30 de junho. Seu substituto foi anunciado, o auxiliar Tito Vilanova comandará o elenco de estrelas capitaneadas pelo melhor jogador do mundo, Lionel Messi. Este dia 27 encerra um período de dez dias terríveis para o time apontado por torcedores e imprensa mundial como o melhor de nossa época e um dos maiores de todos os tempos.

Antes da primeira partida com o Chelsea pela semifinal da Liga dos Campeões, tudo corria bem. Porém, naquela quarta-feira, 18, uma derrota por 1x0 surpreendeu a todos. Ainda mais porque o lance que originou o gol inglês veio de uma bola roubada por Lampard dos pés de Messi. Em um pequeno erro do time catalão e de seu jogador-símbolo, a péssima semana começava.

No sábado seguinte, 21, o clássico decisivo com o Real Madrid no Camp Nou. Há 57 jogos, o Barcelona não perdia jogando nos seus domínios, desde a derrota para o Hércules em 11 de setembro de 2010! José Mourinho conseguiu sua primeira vitória comandando o Real Madrid na cidade catalã e deixa o título espanhol muito bem encaminhado, além de quebrar tabu e bater recorde: o Real conseguiu marcar um gol jogando na Catalunha após quatro anos e meio e chegar a 109 gols em uma edição da Liga espanhola, marca nunca alcançada antes.

Na terça-feira, 24, o jogo de volta com o Chelsea. Jogando em casa e com um jogador a mais após a expulsão de John Terry, o Barcelona manteve seu domínio na posse de bola e nas chances de gol, contudo Messi não rendia o esperado. O argentino perdeu até um pênalti no começo do segundo tempo. Nos minutos finais, Fernando Torres empatou o jogo em 2x2 e afundou o barco espanhol na Liga dos Campeões. Restava agora apenas um título a ser disputado para tentar salvar a temporada: a Copa do Rei.

A coletiva desta sexta confirmou o que Pep Guardiola já havia acertado com a direção do clube no início da temporada, que esta seria sua última no clube. Ele alegou muito desgaste na função e, obviamente, os resultados recentes parecem atestar o acerto da decisão. Até 30 de junho ele continua no cargo, tentando a difícil façanha de tirar o título nacional do Real Madrid e a Copa do Rei contra o Athletic Bilbao, confronto marcado para o dia 24 de maio.

O mundo não deixará de acompanhar os dias finais de Guardiola no Barcelona, a transição do cargo para Tito Vilanova e como vão se comportar os jogadores que conseguiram montar esta equipe com um estilo de jogo tão envolvente, ao ponto de ser possível vencê-la no placar, mas que na posse de bola continua imbatível.