Hoje pela manhã, o Blog do Vilar destacou uma polêmica existente na Assembleia Legislativa do Estado de Alagoas por conta do ponto manual que foi implantado na Casa de Tavares Bastos. A revolta, como frisou este espaço se dava porque somente os funcionários que de fato comparecem todos os dias no parlamento estadual estariam sendo obrigados a assinar. Os demais estariam contando com o benefício da ausência de controle.
Eis que o presidente do Sindicato dos Servidores do Poder Legislativo, Ernandi Malta, se pronunciou sobre o assunto, em entrevista ao portal Alagoas24Horas. Malta confirmou o fato e ainda foi além, destacando que se todos assinassem o ponto faltaria espaço para tanto funcionário no parlamento estadual. Em outras palavras, a possibilidade dos fantasmas.
De acordo com Malta, são mais de 800 efetivos e 700 comissionados lotados na Casa de Tavares Bastos. Se cumprissem horário seria um “deus nos acuda” com tanta gente e pouco espaço físico. A pergunta é: como comprovam trabalho os que estão dispensados do ponto? Ernandi Malta – em entrevista à jornalista Vanessa Alencar – ressalta justamente isto, o que foi posto por este blogueiro, logo cedo.
Não se pode ter dois pesos e duas medidas. E se tiver: que seja muito bem justificado pelo senhor presidente da Assembleia Legislativa, o deputado estadual Fernando Toledo (PSDB). Afinal, mais do que nunca ele tem obrigação de prestar contas. Nas palavras de Malta, o ponto só está sendo cobrado de “meia dúzia” de servidores.
“Acredito que o ponto é uma exigência para todos, mas, só ‘paga’ aqueles que já trabalham. Quero que a Mesa Diretora identifique aqueles que estão fora e aponte todos os fantasmas, afinal, punir trabalhador que está no dia-a-dia é fácil”, disse Ernandi Malta. Ele ainda pergunta com razão: “onde está o resto?”, já que – em suas contas – apenas pouco mais de 400 trabalham efetivamente na ALE.
“Espero que a Assembleia esteja no caminho certo, mas, não estou enxergando ainda o objetivo dessa medida, pois, se fosse para colocar todo mundo para trabalhar, seria preciso fazer convênios com o Estado ou prefeituras para colocar trabalhadores à disposição”, sugeriu o sindicalista. Como frisa a matéria do Alagoas24Horas: “os servidores cobram ainda que, após a adoção do ponto manual, a Mesa Diretora divulgue a lista com os nomes, cargos, salários e frequência de todos os servidores efetivos e também dos comissionados”. É o que este blogueiro frisou ao tocar no assunto.
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