No final do ano passado, o Tribunal de Contas do Estado de Alagoas foi atingido em cheio por uma operação da Polícia Federal: a Rodoleiro. O desvio – de aproximadamente R$ 100 milhões – provocou a queda imediata de dois diretores importantes dentro da estrutura do órgão. Fez ainda com que o atual presidente Luiz Eustáquio Toledo determinasse uma série de medidas que – segundo o próprio presidente na época – buscavam maior transparência.
Foram demitidos vários comissionados e realizado um recadastramento de servidores do Tribunal de Contas do Estado de Alagoas, cuja última listagem foi publicada em 2007, ainda na presidência do conselheiro aposentado Isnaldo Bulhões. Pois bem, um dos objetivos do recadastramento realizado no TCE era a elaboração de um relatório, com um estudo minucioso sobre o quadro funcional. Assim foi dito.
O relatório seria finalizado no início deste mês de janeiro e poderia servir de base, inclsuive, para se falar em possível concurso público. Além do mais, fontes confidenciaram sobre a possibilidade da republicação da folha em Diário Oficial. Bem, até o presente momento, nada disto se viu. Quanto o assunto é Tribunal de Contas, o que predomina é a briga pela cadeira de conselheiro, que envolve o deputado estadual Fernando Toledo (PSDB) e o procurador Gustavo Henrique.
Seria interessante – em busca da transparência – a republicação da folha do TCE/AL. Levando-se em conta, inclusive, o número de assessores por conselheiro, que é maior que a de um desembargador. Que o órgão que existe para fiscalizar contas, também possa prestar contas, sobretudo quando – no discurso e nos atos adotado por auditores e pelo Ministério Público de Contas – se observa no TCE pessoas que possuem o intuito e estão engajadas em processos de mudanças.
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