Foi colocado um ponto para os funcionários da Assembleia Legislativa. Até então uma medida louvável que poderia evitar a existência de servidores fantasmas. Porém, segundo os próprios funcionários (aqueles que trabalham diariamente) a medida está longe disto. Muito pelo contrário, afirmam eles, já que alguns poucos – diante do quadro funcional – são obrigados a “bater o ponto”.

Um dos funcionários coloca: se é para ter ponto que seja para todo mundo. “Quero saber como é que alguns servidores, que estão no interior do Estado, lotados em gabinetes, alguns até no exterior, vão bater o ponto?”. Bem, para sanar dúvidas seria interessante que a Mesa Diretora prestasse contas a respeito do quadro funcional.

É simples fazer: basta publicar – em Diário Oficial – a lista de servidores (efetivos e comissionados) com os respectivos cargos. Aliás, prestar contas nos legislativos alagoanos tem parecido palavrão; mas deveria ser uma normalidade. Principalmente no parlamento estadual, já que o presidente do Poder Legislativo – o deputado Fernando Toledo (PSDB) – sonha em ser conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de Alagoas.

O ponto instalado não pode ser – caso de fato isto esteja ocorrendo – dois pesos e duas medidas. Assim sendo, existe apenas para justificar uma suposta transparência que não existe, ou legitimar futuras modificações, como – por exemplo – dar ares de legalidade ao pagamento de gratificações? Tais questionamentos são feitos pelas pessoas que procuraram este espaço. Com a palavra o presidente Fernando Toledo, que – conforme seus pares – é um especialista em conselhos. 

 

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