O vereador de Porto Alegre Mauro Pinheiro (PT), presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Instituto Ronaldinho, vai solicitar ao Ministério Público Federal (MPF) o bloqueio de bens de Roberto de Assis Moreira, irmão de Ronaldinho Gaúcho, responsável pela ONG cujos convênios com a prefeitura da capital gaúcha são examinados pela Câmara Municipal. O objetivo é garantir ressarcimento aos cofres públicos em caso de comprovação de fraudes nos contratos mantidos entre 2007 e 2010, que envolveram R$ 5,7 milhões.

A prefeitura apontou problema nas prestações de contas referentes a cerca de R$ 800 mil, mas Pinheiro acredita que o rombo possa ser maior. A medida foi decidida nesta terça-feira, após reunião do vereador com o juiz federal José Paulo Baltazar Junior, que condenou Assis por evasão de divisas. Também participaram do encontro os vereadores Carlos Todeschini (PT), Pedro Ruas (PSOL) e Waldir Canal (PRB), que integram a CPI.

A CPI também vai pedir à Justiça Federal que impeça Assis de se ausentar do País durante o período de investigação, que seve se estender por 120 dias, podendo ser prorrogado por mais 60 dias. O vereador solicitou aos demais parlamentares que apresentem os requerimentos que julguem necessários para que sejam encaminhadas medidas.