O socialista François Hollande, que venceu neste domingo o primeiro turno das eleições presidenciais francesas, se apresentou como o representante "dos que querem virar a página" e disse estar ciente que deve olhar além das fronteiras da França.

Em seu primeiro pronunciamento público após o fechamento dos colégios eleitorais, Hollande falou que a vitória é reflexo da desaprovação aos cinco anos do mandado do atual presidente Nicolás Sarkozy e disse ser o candidato "das forças que querem virar a página e abrir outra".

O candidato socialista ainda renovou sua intenção de reorientar a Europa e prometeu colocar o país em um caminho de crescimento e de criação de emprego. Segundo as estimativas de voto, o candidato do Partido Socialista (PS) alcançou entre 28,4% e 29,3% dos votos.

O político agradeceu o esquerdista Jean-Luc Mélenchon e a ecologista Eva Joly pelo apoio e disse que tem diante de si a responsabilidade de conseguir uma alternância de poder e se declarou como a melhor opção para o próximo presidente do país.

"Agradeço calorosamente os eleitores que me colocaram nesta posição", disse Hollande, que interpretou o apoio como um ato de confiança no projeto do candidato. O socialista defende, entre outras medidas, a redução da dívida e proteção a indústria.

Para o segundo turno das eleições, no dia 6 de maio, Hollande pediu a ajuda dos eleitores. "Quero uma bela vitória à altura da França, de sua história e de seu futuro", disse.

Antes de Hollande, a primeira secretária do Partido Socialista, Martine Aubry, falou ao canal de televisão "TF1" que o candidato é o único que propõe regularizar as contas públicas sem austeridade e sem desigualdade.

Da mesma forma, a candidata socialista em 2007, Ségolène Royal, pediu o apoio dos franceses e conselheiro de comunicação de Hollande, Manuel Valls convocou uma vitória no segundo turno das eleições. EFE