O sites nacionais estamparam neste fim de semana: os senadores alagoanos Fernando Collor de Mello (PTB) e Renan Calheiros (PMDB) terão papel de destaque na Comissão Parlamentar de Inquérito Mista (CPI) a ser instalada nos próximos dias para investigar as relações do bicheiro goiano Carlos Cachoeira com os políticos em Brasília (DF).
Collor conhece bem de CPI, inclusive quando foi presidente da República. Agora, conhecerá o outro lado: o do investigador. A indicação de Fernando Collor de Mello se deu pelo líder do PTB, Gim Argello. Nas palavras de Argello, o ex-presidente da República tem feito um mandato "exemplar" e aceitou a indicação como "uma missão".
Terá ao seu lado Renan Calheiros, que também entende de investigações do Senado Federal em relação a políticos, principalmente quando membros do Senado. Ainda sobre Collor, Argello falou à Agência Globo: "ele já conhece uma CPI por dentro e por fora. Foi vítima de uma CPI, então sua ida agora para a CPI do Cachoeira pode ser muito boa. Ele vai ajudar. É um homem muito experiente. Hoje, é um outro Collor. Vai para ajudar e apurar o que precisa ser apurado".
A CPI do Cachoeira teve como ponto de partida as denúncias envolvendo Demóstenes Torres (sem partido), mas pode chegar a outras figuras políticas em Brasília. Por lá, muita gente em silêncio aguardando com apreensão os passos que serão dados pela Comissão, que pode causar barulho e até ser usada como cortina de fumaça por governistas para muitas coisas.
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