Eram 22h de quarta-feira quando o diretor de marketing do Clube Atlético Barcelona, time amador de Sorocaba, no interior de São Paulo, apresentava em sua sede social a contratação de maior impacto realizada ao longo dos seus 60 anos de história.

Sem o mesmo glamour de outros momentos que vivem em sua carreira, e com duas horas de atraso, culpa do trânsito infernal na saída de São Paulo, o goleiro Sérgio, 41 anos, ex-um monte de clubes e identificado principalmente com o Palmeiras, aparece como reforço principal do clube alvinegro para o campeonato amador, categoria veteranos, que se inicia no próximo fim de semana.

Sem cerimônia e com a simplicidade que se encaixa perfeitamente no ambiente, Sérgio se diz muito feliz com a oportunidade. A estreia deve ser já neste sábado, contra o Vila Carvalho.

- Cheguei ao Barcelona por intermédio de um amigo, que já jogava aqui. Ele me trouxe para participar de alguns amistosos. Gostei do local, da estrutura. Fiz vários amigos. Em meio a uma conversa, surgiu a idéia de fazer parte do grupo que vai disputar o Veterano. Aceitei na hora, porém deixei claro que não poderei estar presente em todos os jogos porque tenho outros compromissos já confirmados - explica Sérgio.

Com 12 times no currículo em 20 anos de carreira, o goleiro sabe que virá cobrança das - pequenas - arquibancadas do estádio Euzébio Moreno, onde a equipe manda seus jogos.

- Nunca vou deixar de ser o Sérgio do Palmeiras. Tenho que corresponder às expectativas de todos. Não dá para enganar. Não é porque é amador que tem diferença de um jogo profissional.

Tem que estar atento durante os 90 minutos, pois, se o jogo estiver monótono, pode vir uma bola boba e eu acabar levando o gol. Sei da responsabilidade e vou me preparar para a competição - promete.

O cachê que receberá será bem menor do que o salário que recebeu no mês de novembro do ano passado, quando encerrou a carreira no Itumbiara, clube goiano. Sérgio receberá a mesma quantia que os demais atletas, aproximadamente R$ 400 por partida. O dinheiro, ele diz, é o de menos, mas nem tanto.