O grande índice de violência no estado voltou a ser debatido entre os deputados estaduais, durante a sessão desta quarta-feira (11), na Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE). O assassinato da professora Fernanda Paes da Silva, ocorrido nesta segunda-feira, e a soltura de dois presos acusados de integrar uma quadrilha, que comanda o tráfico de drogas no Tabuleiro dos Martins, foram os eixos centrais do debate.
O tema foi proposto pelo deputado Judson Cabral (PT), que lembrou a morte da educadora. Durante a discussão, João Henrique Caldas (PTN) falou da CPI da pistolagem, que não saiu do papel. O petista, então, explicou as razões que o levaram a não participar da comissão.
“Não tenho competência para fazer investigação criminal. Se as Polícias Civil e Militar, e o Ministério Público juntos não estão conseguindo combater a violência, com todos os apoios que recebem, não seremos nós (deputados) que iremos dar uma reposta. Eu não me coloquei à disposição, pois não me iludo, mas se algum colega de partido quiser participar terá o meu apoio”, disse.
Para Judson, a Casa de Tavares Bastos não tem credibilidade para conduzir uma CPI contra a pistolagem no estado, já que muitos casos envolvem membros do parlamento. Ainda sobre o tema, o parlamentar cobrou a presença do secretário da Defesa Social, Dário César, na ALE, para que a violência seja debatida de forma que possam ser apontados soluções para conter a criminalidade.
“Não é um debate para que ele (Dário César) seja colocado no canto da parede, mas que apresente algum projeto e mostre o avanço dos resultados das UPPs, que foram instaladas em regiões críticas”, afirmou.
Jeferson Moraes (DEM), por sua vez, afirmou que a libertação de dois traficantes só vem a justificar ainda mais a violência no estado. Moraes lamentou que o trabalho da Polícia, que durou dois meses para descobrir um laboratório de refino de drogas, tenha sido prejudicado por uma “falta de comunicação” do Judiciário.