A cesta básica sofreu um decréscimo de 0,45% no mês de março em Maceió. Quem revela esse valor é o Índice de Preço ao Consumidor (IPC), divulgado nesta terça-feira (10) pela Secretaria de Estado do Planejamento e do Desenvolvimento Econômico (Seplande).
A pesquisa aponta que o maior índice da cesta básica foi o tomate, com uma inflação de 2,68% em relação ao mês de fevereiro. Outros itens de importância, como o feijão e o arroz, também sofreram aumento de 0,72% e 2,67% respectivamente. Segundo o gerente do IPC da Seplande, Gilvan Sinésio, isso aconteceu em razão do fim das safras. “Nessa época, com o aumento das chuvas, as colheitas se prejudicam e as ofertas diminuem. A consequência disso é o encarecimento dos produtos” explica.
Ainda de acordo com o gerente do IPC, o equilíbrio no valor da cesta aconteceu em razão da carne ter sofrido deflação de -0,05%. “Carnes muito consumidas como o contra filé (-0,10%), a capa de filé (-0,08%) e a linguiça (-0,08) apresentaram baixa”, afirma Gilvan Sinésio. A manteiga, produto derivado do leite, acompanha sua queda desde janeiro e apresentou deflação de -0,12% em março.
Para adquirir sua alimentação básica, o maceioense precisou desembolsar a quantia de R$213,00, cerca de R$2,93 a menos que o mês anterior.Resultando no comprometimento de 34,72% do salário mínimo do alagoano.
Já o Custo de Vida em Maceió apresentou um aumento de 0,46% no mês de março, quando comparado a pesquisa anterior.
O maior responsável por isso foi o grupo Alimentação, que com seu acréscimo de 0,31%, provocou uma influência de 48,50% no valor final. O setor de Transporte, impulsionado pelo aumento das passagens de ônibus no final de fevereiro, sofreu um inflação de 3,29%.
Apesar da inflação, alguns setores apresentaram queda em relação ao mês anterior. O Vestuário, por exemplo, apresentou decréscimo de -0,08%. Em razão da mudança de estação, diversas lojas organizaram promoções para acabar com o estoque da estação passada.
O grupo Fumos e Bebidas também sofreu uma queda de -0,20%. De acordo com Gilvan Sinésio, isso ocorreu em razão de alguns itens inseridos nesse grupo terem entrado em promoção durante o mês março. “Com a aproximação da semana santa, onde o consumo de vinhos aumenta, muitos supermercados apostaram na ideia de colocar outras bebidas em promoção, como a vodka e o rum. Desse modo, o consumidor ficou tentado a levar outras bebidas e não só o vinho” finaliza.
