Evitar um gol contra o seu time rendeu ao gandula Givanilson Alves, mais conhecido como Rinha, uma suspensão de 540 dias e multa de R$ 500. A decisão foi tomada pelo Tribunal de Justiça Desportiva de Sergipe (TJD/SE) nesta terça-feira na sede da entidade em Aracaju. Sobre o lance inusitado, o Tribunal aplicou ao Guarany, perda de mando de campo em duas partidas.
Os auditores só foram unânimes quanto a punição ao gandula, eles queriam que Rinha fosse banido do futebol, mas o Código Brasileiro de Justiça Desportiva não prevê esta decisão. Mas quanto a perda de mando de campo não houve consenso e o Guarany pegou a menor pena sugerida.
- Pode ter certeza que irei recorrer desta decisão. Como o clube fica sem multa e apenas dois jogos de suspensão? Temos que ter mais rigor em nossas decisões. O Guarany não é réu primário - afirmou o procurador Leandro dos Santos Rodrigues de Campos.
Clube comemora
O relator do processo, Dr. Genivaldo Cerqueira de Oliveira, pediu perda do mando de campo em oito jogos mais multa de R$ 2 mil e seu voto foi seguido por um auditor. Mas dois colegas discordaram e pediram que não houvesse multa e que a suspensão do Caio Feitosa se limitasse a duas partidas.
Apenas um auditor votou pela pena máxima quanto à perda de campo (dez jogos) e multa de R$ 10 mil.
Como houve empate, o regulamento do TJD/SE prevê que a pena mínima sugerida seja aplicada.
- A decisão foi justa. O gandula não tomou aquela atitude de acordo com a diretoria do clube. Tanto que o demitimos após o fato. Quem tinha de ser punido era o Rinha, como foi - comemorou Gilvando Feitosa, presidente do Guarany.
Outras punições
Se o Guarany comemorou a decisão do TJD/SE no caso Rinha, não pode festejar quantos aos outros artigos que respondia. Na mesma partida duas latas de cervejas e dois copos de água foram arremessados no campo, além da falta de médico e ambulância. O clube foi multado em R$ 950.
