Foram 8 anos a frente da reitoria da Ufal, em uma gestão que foi marcada pela interiorização da Universidade e pelo salto no número de vagas de mais de 2 mil em 2003 para mais de 5 mil em 2011, sem contar no número de cursos de graduação que passou de 45 para 86 opções de cursos de ensino superior.
Na transmissão de cargo para o atual reitor Eurico Lobo, ocorrida em dezembro de 2011 no MEC, o então ministro da Educação Fernando Haddad anunciou que a reitora Ana Dayse iria continuar “colaborando com a educação brasileira” mesmo fora da reitoria da Ufal ou da vice-presidência da Andifes, entidade que reúne as mais de 50 universidades federais e que foi vice-presidida pela alagoana em 2009.
No dia 22 de março, o novo ministro da Educação Aluizio Mercadante sub assinou o ato de nomeação assinado pela presidenta Dilma Roussef, designando a ex-reitora para ocupar uma das 12 vagas do Conselho Nacional de Educação. Nesta terça, em reunião às 15 h na sede do CNE em Brasília, a ex-reitora da Ufal toma posse como Conselheira.
Em entrevista ao Cada Minuto, Ana Dayse disse que “se sente honrada com a nomeação da presidente Dilma, do ex-ministro Haddad e o atual ministro Mercadante, e que abraça a causa do Conselho Nacional de Educação como mais um desafio”. A ex-reitora também afirmou que “no CNE vai ajudar a traçar as diretrizes da política nacional de educação do Brasil, em especial agregando sua experiência como ex-reitora e ex-secretária de educação de Maceió”.
O prestigioso Conselho Nacional de Educação é formado por duas câmaras, sendo uma de educação básica e outra de educação superior, sendo esta a câmara na qual Ana Dayse assume na tarde desta terça-feira como Conselheira. O CNE tem por missão a busca democrática de alternativas e mecanismos institucionais que possibilitem, no âmbito de sua esfera de competência, assegurar a participação da sociedade no desenvolvimento, aprimoramento e consolidação da educação nacional de qualidade.
As atribuições do Conselho são normativas, deliberativas e de assessoramento ao ministro formular. Cabe ao CNE avaliar a política nacional de educação, zelar pela qualidade do ensino, velar pelo cumprimento da legislação educacional e assegurar a participação da sociedade no aprimoramento da educação brasileira. Compete ainda ao Conselho e às Câmaras exercerem as atribuições conferidas pela Lei 9.131/95, emitindo pareceres e decidindo privativa e autonomamente sobre os assuntos que lhe são pertinentes.
