A vereadora Heloísa Helena (PSOL) voltou a ocupar a tribuna da Câmara Municipal de Maceió - na manhã de hoje, dia 04 - para, novamente, cobrar maior transparência em relação aos atos administrativos da Mesa Diretora envolvendo os gastos públicos. Da primeira vez, Heloísa Helena destacou as denúncias da imprensa sobre a existência de funcionários fantasmas no Poder Legislativo da capital alagoana.

Galba Novaes (PRB) - o presidente da Casa de Mário Guimarães - frisou que eram inverdades e que as denúncias, feitas por meio de um semanário local, eram eleitoreiras. Agora, uma nova suspeita recai sobre os atos da presidência: o jornal Primeira Edição traz matéria sobre a existência de fraude em processo licitatório para a compra de material de papelaria.

Heloísa Helena cobrou explicações por parte da presidência da Câmara Municipal de Maceió em relação a suposta fraude. Novaes - mais uma vez - usou a tribuna para se defender de acusações. De acordo com ele, em relação ao assunto: "as providências estão sendo tomadas". Novaes destaca que não irá usar o espaço do parlamento para dar explicações sobre notícias infundadas.

Ora, não há nada demais em um vereador explicar - ainda mais se não houver irregularidade - no uso da tribuna. Afinal, é uma forma de ter contato direto com o público e com a imprensa, sem a necessidade de intermediários. Mas, Novaes ressalta: "as providências estão sendo tomadas pela procuradoria desta Casa e pela assessoria de imprensa. Nada desta gestão ficará sem resposta". É o que se espera! Afinal, as denúncias feitas pelo semanário são gravíssimas. Nos dois casos: funcionários fantasmas e suposta fraude em processo licitatório.

"Se houver falhas nesta Mesa Diretora será involuntária. Tenha certeza absoluta que nenhuma dúvida ou insinuação ficará sem resposta, mas como deve ser dada a resposta", colocou ainda o presidente. Sobre especificamente a licitação em questão, Novaes apenas colocou que o processo não foi concluído.

De acordo com ele, trata-se da aquisição de material de papelaria, mas em um processo licitatório ainda em andamento. O presidente da Casa de Mário Guimarães diz que se houver detecção de falha por parte de servidores, "se comprovada a má fé, será penalizado da forma que couber". Esperemos os desdobramentos.
 

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