O vice-governador em exercício, José Thomaz Nonô (DEM), concedeu entrevista ao radialista França Moura – na manhã desta quarta-feira (04) – e anunciou uma série de inciativas que terão como objetivo amenizar as deficiências do sistema penitenciário alagoano. As recentes fugas trouxeram, mais uma vez, à discussão à tona.

De acordo com Nonô, não existe nenhuma ação imediata que resolva as deficiências estruturais do Baldomero, como também, as constantes fugas do presídio em Arapiraca. “Todos sabem que a construção do Baldomero Cavalcanti é criminosa. No primeiro momento, resolveremos a parte de limpeza do Sistema e, em seguida, iremos ouvir da Secretaria de Estado de Defesa Social algumas soluções propostas para amenizar as deficiências. Não vamos ficar apenas assistindo”, garantiu.

O governador revelou que conversou com alguns representantes de faculdades e observou a boa vontade deles em ajudar o Estado na garantia dos direitos constitucionais. “É bem verdade que reeducandos que lá estão são criminosos, mas isso não quer dizer que devemos tratá-los como animais. Com o trabalho dos universitários, poderemos ofertar aos presos assistência jurídica, médica e outras que forem necessárias. O governo não se furtará de suas responsabilidades”, pontuou.

Com relação ao presídio de Arapiraca, Nonô informou que o governo do Estado começou a realizar a transferência dos presos, mas uma decisão Judicial determinou que as medidas fossem paralisadas. “Não foi uma grande ideia construir um presidio ao lado de uma universidade. No entanto, discutir o passado não é válido. Vamos trabalhar na elaboração de medidas que resultem no melhor para os arapiraquenses”, ponderou.

Ainda segundo o governador, o desejo de construir um novo presídio que consiga receber os reeducandos é discutido intensamente por membros do Executivo. “Temos um projeto, mas isso leva certo tempo na obtenção de recursos. Mas até o conclusão teremos outra medidas”, frisou Nonô.