O Palmeiras encara hoje o Horizonte, na cidade homônima, no Ceará, às 21h50, pela Copa do Brasil. Se vencer por dois gols de diferença, elimina o jogo de volta, previsto para o dia 12, e dá necessário descanso ao time. Descanso, aliás, tem sido a tônica do pós-carreira de um ídolo do Verdão, que diz não sentir saudade da Copa do Brasil.

“Nunca gostei. Levei sete gols do Vitória, fomos eliminados pelo Asa de Arapiraca... e eu sempre na barca”, disse o ex-goleiro Marcos, ontem, em coletiva na Academia de Futebol.

O confronto de hoje será o primeiro no qual Marcos desempenhará sua nova função: Embaixador do Verdão. Mas o que ele vai fazer? “Minha função não tem nada a ver com a administração do clube. Minha parte é a resenha, dar atenção ao torcedor”, explicou o Santo.

Em tempo: entre os boleiros, resenha é a gíria usada para conversa, bate-papo. A própria escolha do termo mostra que Marcos deixou o futebol, mas o esporte ainda o persegue. “Parei antes de parar”, falou.

O eterno camisa 12 vê a nova tarefa com leveza. Mas sabe, também, que terá posição estratégica na reconstrução dos programas de sócios-torcedores do clube. “O time viaja e não tem contato com o torcedor. A ideia do marketing é aproximar o torcedor do clube”, afirmou.

“Queremos trabalhar com os sócios. Mas ainda não temos estádio. Então, achamos que dará para ativar isso melhor quando a Arena estiver pronta”, completou o ex-arqueiro.

saúde/ Apesar de não entrar mais em campo, Marcos revelou que os problemas de saúde continuam sendo pedras no seu sapato. Ou, no caso, no seu rim. “Fui para o hospital. Quase morri, mas ninguém falou nada”, relatou. “Na hora, pensei: ‘graças a Deus, não estou (jogando) no Palmeiras. Já falariam que eu estou machucado de novo’”, contou, entre risos.

Apesar de Marcos continuar frequentando o clube, como o DIÁRIO revelou na última semana, o ex-jogador não se arrepende da aposentadoria, anunciada há três meses. “Foi no momento em que eu achava que tinha de ser”, cravou.