No ano de 44 (a.C), o imperador romano Júlio César foi advertido por um vidente de que não viveria até o final dos "idos de março". De fato, César terminou traido por uma conspiração que envolvia 60 senadores, inclusive seu filho adotivo, Marcus Brutur, e foi assassinado a facadas.
Mais dois mil anos depois – guardadas às devidas proporções – a situação vivida por César se adapta aos idos de abril na convenção que escolheu o radialista Alves Correia(PT do B) para disputar a Prefeitura Municipal de Arapiraca.
A palavra "traição" está na boca de supostos aliados e o cenário é de um quadro de candidatos divididos e autofágicos, onde a acirrada rivalidade entre os pretensos grupos de postulantes ao cargo atualmente ocupado por um dos prefeitos mais bem avaliados do País, Luciano Barbosa(PMDB), impede definições importantes. Entre elas, a do nome que disputará a prefeitura.
Quem seria o Brutus de Alves Correia?
A lista inclui figuras como o secretário de articulação,tucano Rogério Teófilo, que tenta sem sucesso colocar o próprio nome como opção para a disputa em Arapiraca. Também nela aparece o noviço em política Ricardo Barreto(Coagro)do PP, em companhia do seu padrinho político senador Benedito de Lira. Há ainda o governador Teotonio Vilela, comandante da Frente tucana, que aliado ao Alves Correia – o segundo na pesquisa entre os disputantes – teria estimulado a postulação de Rogério.
Na convenção de Alves Correia os oradores destacaram o radialista, mas não anunciaram que abriria mão da candidatura para ele. Foi um encontro de vampiros . Os principais postulantes querem o Alves como vice, mas jamais aceitaram inverter os papeis. Ou seja: sair como vice do radialista.
Portanto, querem o sangue (o voto popular) de Alves.
Alves Correia sentiu a entrada dos vampiros, quando afirmou que é candidato a prefeito e se perder a disputa, vai encerrar a carreira. Por certo, ele anda decepcionado com os BrutusBrutus ou vampiros da política.
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