Os juízes do Tribunal Supremo dos Estados Unidos manifestaram nesta terça-feira dúvidas sobre a constitucionalidade de exigir um seguro médico a maioria dos americanos a partir de 2014, no segundo dia de audiências da polêmica reforma na saúde.

O senador republicano por Utah, Mike Lee, que esteve na sala de audiências, disse à Agência Efe que é provável que quatro dos nove magistrados do Supremo - todos conservadores - votem contra o seguro médico obrigatório.

"Não diria que os juízes são previsíveis, mas com base nas perguntas que o juiz (Samuel) Alito fez, por exemplo, ele me pareceu ter mostrado muito ceticismo de que o Congresso possa exigir a compra de determinado seguro médico", disse Lee.

Os detratores da reforma na saúde, em sua maioria republicanos e grupos conservadores afins, argumentam que o Governo federal passou dos limites ao exigir que os americanos comprem um produto contra sua vontade.

Por sua parte, seus partidários replicam que o objetivo é reduzir as despesas de saúde e garantir a cobertura médica para 50 milhões de pessoas que não têm um plano médico.

A proposta do presidente Barack Obama enfrenta democratas e republicanos em ano eleitoral, e sua rejeição poderia representar um grande tropeço para o líder que procura revalidar em novembro sua estadia na Casa Branca por mais quatro anos.

Enquanto as audiências aconteciam no interior da Corte Suprema dos EUA em Washington, as manifestações a favor e contra a reforma eram feitas nos arredores do tribunal.