O governo deve contar com o "apoio total" dos partidos da base aliada na votação da Lei Geral da Copa, nesta quarta-feira (28) à noite, na Câmara dos Deputados, avaliou nesta manhã o líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN).
Para Alves, o governo "pode contar, como tem sempre contado, com o PMDB" para a votação. Quanto à liberação de bebida alcóolica nos estádios, item polêmico da lei, o líder peemedebista afirmou que o assunto é questão a ser debatida no plenário.
"Mas a intenção do governo de votar este projeto prioritário será cumprida", disse Alves.
O acordo para a votação da lei da Copa foi fechado ontem pelo presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), interino na Presidência da República. Ele acertou com a base aliada e a oposição que o Código Florestal será apreciado em abril.
Ruralistas exigiam a fixação da votação do Código antes da lei da Copa ir a plenário. O líder do PMDB na Câmara participa nesta manhã de reunião com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, na sede do ministério.
BEBIDAS
Além da reivindicação da bancada ruralista, um impasse com relação à liberação da venda de bebidas nos estádios durante os jogos da Copa impediu que o projeto fosse votado na Câmara. A análise do projeto pelo plenário, que deveria acontecer na semana passada, foi adiada com apoio da maioria dos partidos da base aliada ao governo.
O adiamento significou uma derrota política para o governo, que queria votar o quanto antes.
Um acordo costurados pelo Planalto fez com que a proposta não deixasse clara a liberação das bebidas nos estádios durante o mundial e a Copa das Confederações, deixando espaço para que os Estados negociem essa possibilidade com a Fifa.
A redação final foi fechada após inúmeras idas e vindas do governo e foi definida após a avaliação de que o texto do relator, Vicente Cândido (PT-SP) --que liberava explicitamente a bebida--, podia ser derrotado.