As residência e fazenda do prefeito afastado de Traipu, Marcos Santos, foram alvos de uma operação, na manhã desta sexta-feira (23), desencadeada pelo Ministério Público Estadual, juntamente com a Eletrobras e o Instituto de Criminalística, para detectar furto de energia elétrica com ligações clandestinas, os chamados ‘gatos’. Além das propriedades do político, o órgão está inspecionando outros imóveis no município pela irregularidade.

Segundo o MP, foram constatados desvios visíveis na ligação da rede de energia, mas tamanho do prejuízo ainda não foi contabilizado. Estão sendo cumpridos oito mandados de busca no município.

A parceria é fruto de uma campanha para combater o furto de energia em Alagoas. Representando a Eletrobras na operação, o diretor comercial das empresas de distribuição, Luiz Crestana, está no local para produzir um relatório com o saldo dos prejuízos que este tipo de crime provoca.

Para garantir a segurança e o cumprimento dos mandados o trabalho conta com o apoio da Polícia Civil e Polícia Militar, até agora em todos os pontos vistoriados, alvos de denúncia feita ao MP, foi constatado o que se previa, ou seja, o furto de energia. A operação está em andamento.

“Os proprietários serão responsabilizados criminalmente pelo furto de energia, uma prática que prejudica a todos os consumidores, especialmente aos pequenos que terminam pagando mais caro devido ao elevado índice de perdas registrado pela distribuidora” explicou a promotora Karla Padilha.

Marcos Santos está preso acusado de improbidade administrativa. A decretação de prisão foi desembargador Sebastião Costa Filho, após uma solicitação do Ministério Público Estadual (MPE), que denunciou o prefeito afastado por oito crimes.

Após a decretação da prisão, o ex-prefeito ficou foragido por quase dois meses, depois que a Polícia Federal desencadeou a Operação Tabanga, cujo objetivo era cumprir mandados de prisão e busca e apreensão na cidade. O prefeito é acusado de comandar um esquema que desviou verbas públicas relacionadas com a Educação, cujo montante chega a R$ 8 milhões.

Em novembro do ano passado, desembargador José Maria de Oliveira Lucena, do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, concedeu o habeas corpus ao prefeito afastado e a primeira-dama e ex-secretária de Assistência Social do município, Juliana Kummer. Outros seis acusados na Operação Tabanga também foram beneficiados com a decisão.

Na Tabanga, dezesseis pessoas foram denunciadas pelo Ministério Público pelos crimes de formação de quadrilha, prevaricação, peculato, falsidade ideológica, uso de documento falso, emprego irregular de verbas públicas, dentre outros crimes.

Na ocasião, o prefeito conseguiu escapar da prisão devido o vazamento de informações sobre a operação. O caso está sendo investigado pela Polícia Federal, que prometeu punir os responsáveis pelo vazamento.

Fonte: MPE