A Comissão Parlamentar de Inquérito que pretende investigar os crimes de mando em Alagoas (CPI da Pistolagem) se encontra praticamente na UTI na Assembleia Legislativa do Estado de Alagoas. A falta de indicações pode resultar em seu arquivamento (ou, metaforicamente, à morte). A CPI foi proposta por João Henrique Caldas (PTN) e contou com 14 assinaturas.
Ainda assim, é grande a dificuldade dela ser instalada. Para João Henrique Caldas é uma prerrogativa do presidente Fernando Toledo (PSDB) indicar os membros. Em entrevista ao jornal Tribuna Independente, o deputado Caldas é enfático: "estranha-me o presidente Fernando Toledo desconhecer o Regimento Interno da Assembleia Legislativa".
A razão da afirmação? O jovem parlamentar defende que - com base no artigo 27 do Regimento Interno - se os partidos perderem o prazo das indicações, ou não houve indicações suficiente, quem as deve fazer é o presidente Toledo.
João Henrique Caldas defende a efetividade da CPI da Pistolagem, caso esta seja instalada de fato. Ele destaca que a Comissão pode contribuir e muito na resolução de casos de crime de mando em Alagoas. O que não falta é caso sem solução.
Será que a CPI da Pistolagem será sepultada mesmo tendo tido as assinaturas necessárias? Se a resposta for positiva (o que saberemos em um futuro próximo), nasce outra pergunta: qual o medo dos nossos deputados estaduais de assumirem cadeira em uma CPI como esta? Perguntar não ofende! Ou ofende?
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