O alemão Sebastian Vettel conseguiu 15 pole positions das 19 em disputa na temporada 2011 da Fórmula 1 e a cada uma delas posou para os fotógrafos fazendo a mesma comemoração: o dedo indicador levantado, que mostra o número 1. Neste domingo, o inglês Jenson Button dominou o Grande Prêmio da Austrália, primeira etapa do Mundial de 2012, e inovou para celebrar, com um "W da vitória". Depois, o piloto da McLaren disse que espera não ver mais o característico gesto do representante da Red Bull.

O "W" de Button é uma referência ao verbo "to win" ("vencer", na tradução do inglês para o português). Para fazer a letra, o corredor ergueu as duas mãos fazendo um "L" composto pelo dedo indicador e o polegar com ambas. Isso ocorreu quando ele ainda estava com o capacete e havia acabado de sair do cockpit da McLaren, no qual ganhou a corrida em Melboune, deixando Vettel na segunda posição e seu companheiro de equipe, o também inglês Lewis Hamilton, na terceira.

Em entrevista publicada nesta segunda-feira pelo site Planet F1, Button admitiu que seu gesto ainda não se comprovou ideal, mesmo porque não foi compreendido imediatamente por todos os presentes. Por isso, disse que planeja praticar mais e que não quer "ver mais este ano" o "número 1" característico de Vettel.

Já em declarações veiculadas no diário Daily Mail, com sede em Londres, o inglês ressaltou que seu "W" acabou prejudicado por ele ter feito a comemoração enquanto segurava uma garrafa. Ele afirmou, em referência ao alemão, que tentou "algo novo", mas que ainda não conseguiu bater "o dedo de Seb".

Mais modesto, Button reconheceu ter "certeza" de que todos assistirão a Vettel celebrar com o dedo em riste "de novo". O representante da McLaren, porém, se mostrou confiante de que isso não acontecerá "tão frequentemente" em 2012.

O campeão do mundo de 2009 já começou bem nessa tarefa ao triunfar na Austrália, onde Hamilton já havia obtido a pole position no sábado. Vencedor da F1 nas duas últimas temporadas, o astro da Red Bull dominou especialmente em 2011, quando ganhou 11 de 19 corridas e só não subiu ao pódio em duas, nos Grandes Prêmios da Alemanha e de Abu Dhabi.