O procurador da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), seccional Alagoas, Felipe de Albuquerque Sarmento Barbosa procurou – na manhã desta sexta-feira (16) – o Grupo Estadual de Combate as Organizações Criminosas (Gecoc) para solicitar que os membros do Ministério Público de Alagoas (MPE/AL) investiguem o atentado que sofreu na noite desta quarta-feira (14), em Garça Torta, no bairro de Jacarecica, em Maceió.
Após a reunião de portas fechadas com o promotor e coordenador do Gecoc, Luiz Vasconcelos, o advogado conversou, rapidamente, com a imprensa. Segundo ele, o atentado tem ‘ligação com sua atuação como advogado’. “Sou um homem pacato, que não tem inimigos. Faço parte de grupos de orações e tenho certeza que isso aconteceu em decorrência do meu trabalho”, assegurou.
Ainda segundo ele, não houve nenhuma ameaça anterior ao atentado que o levasse a suspeitar de alguma ação criminosa. “Muitos amigos se colocaram à disposição e estão me ajudando de todas as formas possíveis. Adotei algumas medidas preventivas e acredito no trabalho das autoridades frente às investigações”, frisou.
O promotor Luiz Vasconcelos informou que as investigações terão inicio após determinação do procurador geral de Justiça de Alagoas, Eduardo Tavares. “A OAB deverá nos acionar e, em seguida, o procurador deve autorizar. É um procedimento burocrático e acontece de acordo com as normas do MPE”, garantiu.
Diante da repercussão do atentado, Vasconcelos afirmou que apenas tomou conhecimento de ‘alguns fatos’ via imprensa. “Não tenho uma linha a seguir, já que ainda não sabemos de nada. Vamos com calma. O primeiro passo é a provocação da OAB”, explicou.
O carro do advogado foi atingido com diversos disparos de arma de fogo. Felipe de Albuquerque advoga, também, para o Partido da Mobilização Nacional (PMN) em Alagoas.

