Quem imaginou que o Palmeiras fosse aplicar uma goleada no Coruripe se enganou redondamente. A torcida para o time paulista esteve em maior número no Rei Pelé, mas a torcida do Coruripe, mesmo derrotada, saiu comemorando a derrota pelo placar mínimo para a equipe paulista, 1 a 0, garantindo assim o jogo de volta na cidade de Jundiaí, interior de São Paulo.

O JOGO – 1º TEMPO

Depois de muita expectativa a bola rolava para Coruripe e Palmeiras no Rei Pelé. Muito se falava sobre a superioridade do clube paulista, que enfrentava um time da casa irregular na temporada, tendo feito um primeiro turno do estadual considerado fraco.

Desde o primeiro minuto o Palmeira mostrou porque é um dos grandes clubes do futebol brasileiro e assustou primeiro na sua principal arma, a bola parada, com Marcos Assunção, que nesse primeiro lance não conseguiu balançar as redes. Mas, a torcida do palmeirense no CRB iria comemorar na jogada seguinte com a bola rolando.

GOOOOLLLL DO PALMEIRAS! O zagueiro Henrique deu uma de armador e passou para o argentino Barcos, que dominou e tocou na saída do goleiro do “Hulk”. Coruripe 0 x 1 Palmeiras.

Após o gol, a torcida do time alviverde cantou e o time sentiu o apoio. Marcos Assunção cobrou escanteio venenoso, e a bola passou por todo mundo, de frente para o gol e ninguém conseguiu mandar para a rede.

O Coruripe que passou os primeiros minutos acuado, sofrendo o gol e muita pressão, resolveu sair para o jogo, aproveitando os espaços que o time do Palmeiras deixas. Numa troca de passes, o lateral-direito Rogério Rios entrou na área praticamente livre, mas não soube o que fazer com a bola e foi prensado pelo zagueiro Leandro Amaro e o goleiro Deola do Palmeiras.

Com o passar do tempo o domínio do Palmeiras já não era o mesmo. O time paulista ficava na dependência das bolas paradas com Marcos Assunção, uma vez, que o meio de campo não funcionava. Já o Coruripe, aos poucos entrava no jogo e de forma inteligente explorava as jogadas pelas laterais do campo, com Rogério Rios pela direita e Rogerinho pela esquerda.

Entre os 30 e os 40 minutos o ritmo do jogo caiu de forma vertiginosa, ficando concentrado no meio de campo, onde aconteceram muitas faltas. Mas, nos minutos finais, cada equipe chegou uma vez. O palmeiras chegou pela direita com Arthur, que cruzou rasteiro para Maikon Leite, que foi travado no momento da finalização. Na jogada seguinte, o Coruripe chegou com Rogério Rios e mais uma vez, sem objetividade, cruzou para área e ninguém chegou para finalizar.

Aos 46 minutos, o árbitro Cláudio Francisco Lima de Sergipe encerrou a primeira etapa com vitória parcial do Palmeiras pro 1 a 0 sobre o Coruripe.

2º - TEMPO

O Coruripe voltou para a segunda etapa sabendo o que deveria fazer para segurar o Palmeiras, tentando o empate e até a virada, mesmo sabendo que não seria nada fácil. Porém, logo aos 8 minutos de jogo o “Hulk” teve a melhor chance até aquele momento.

Depois de cruzamento na área, Jacó subiu mais que todo mundoe testou em direção ao gol, mas o zagueiro Henrique salvou quase em cima da linha.

O time do Palmeiras por sua vez, não tinha o mesmo ímpeto da primeira etapa e parecia não querer decidir o jogo e evitar a segunda partida. As jogadas pelo meio de campo continuavam sem funcionar e o Coruripe já se policiava em cometer faltas perto da área, se precavendo das cobranças venenosas de Marcos Assunção. Para demonstrar a segurança do técnico Felipão, o lateral-direito Arthur foi tirado de campo, para entrada do volante Chico.

Apesar de estar melhor na partida, o time do Coruripe, que tinha o apoio da sua pequena torcida no Rei Pelé, já demonstrava sinais de cansaço e o técnico Elenilson Santos promoveu algumas mudanças, visando melhorar a equipe, que tentava atacar o “poderoso” Palmeiras na base da raça.

O tempo ia passando e a partida se encaminhando para uma vitória magra do Palmeiras, confirmando o jogo de volta. Aos 44 da etapa final, o Palmeiras teve “ a chance” do jogo para ampliar o placar e eliminar o representante alagoano da Copa do Brasil.

Depois de jogada rápida pela esquerda com o lateral Juninho, a bola sobrou quase que na marca do pênalti para o zagueiro Henrique, que pegou de primeira, bateu forte e viu a bola de forma caprichosa beliscar o pé da trave do goleiro Juninho e sair em tiro de meta.

O árbitro sergipano concedeu cinco minutos de acréscimo e o Coruripe decidiu se arriscar ao ataque em busca do gol de empate. O lateral Rogério Rios mandou para a área e ninguém chegou, pelo lado esquerdo Rogerinho pegou a sobra e fez novo lançamento, que viria na cabeça do atacante Washington, que foi desequilibrado, mas o árbitro mandou seguir.

Depois das chances perdidas por ambos os lados, o técnico Elenilson Santos do Coruripe preferiu segurar o resultado e garantir a segunda partida em São Paulo, colocando o zagueiro Walax no lugar do atacante Washington, pensando em segurar o placar de derrota mínima.

Aos 50 minutos, a partida foi encerrada com vitória magra do Palmeiras, que viu a sua torcida sair parte satisfeita e outra descontente com a falta da esperada goleada. Já a torcida do Coruripe comemorou o resultado, uma derrota pelo placar mínimo e a possibilidade de surpreender o Palmeiras em São Paulo.

FICHA TÉCNICA

Copa do Brasil 2012 – 1ª FASE

Estádio Rei Pelé – Maceió

Coruripe 0 x 1 Palmeiras

Público: 10.813

Renda: R$ 229.020,00

Árbitro: Cláudio Fransico Lima-SE
Auxiliares: João Carlos Santos-SE e Rodrigo Pereira-

Coruripe: Juninho, Jacó, Jair(Jacobina) e Renato; Rogério Rios, Jota, Geninho , Adrianinho(Cleiton) e Rogerinho; Ivan e Washington(Walax).

Técnico: Elenilson Santos

Palmeiras: Deola, Arthur(Chico), Leandro Amaro, Henrique e Juninho; Márcio Araújo, Patrick, Marcos Assunção e Daniel Carvalho(Pedro Carmona); Maikon Leite(Ricardo Bueno) e Barcos.

Técnico: Luis Felipe Scolari

Cartões Amarelos: Juninho, Renato e Jota (Coruripe) – Pedro Carmona (Palmeiras)

Gols: Barcos 2min 1ºT (Palmeiras)